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Governo dos EUA não sabe a fonte dos detalhes contados por Trump

Governo dos EUA não sabe a fonte dos detalhes contados por Trump
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REUTERS/Tom Brenner
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O discurso de Donald Trump sobre a alegada morte de Abu Bakr al-Baghdadi foi detalhado, para muitos, até demais.

Segundo o governo norte-americano, o líder do Daesh deu uso a um colete suicida depois de perseguido e encurralado pelos cães das tropas dos EUA. Mas Donald Trump não se ficou por aí: As forças especiais chegaram em oito helicópteros, entraram no complexo de al-Baghdadi em segundos, usaram tuneis que já conheciam, capturaram o resto da equipa do líder e ainda apreenderam material e planos que evitam ataques futuros.

Mas de onde veio esta informação? Ninguém sabe.

Perguntado sobre os detalhes do discurso de Donald Trump, Mike Milley, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, admitiu que "não sabia a fonte" da história de Trump, mas que presumia que "o presidente norte-americano tivesse contactado diretamente com os membros da unidade especial diretamente".

Muitos dos detalhes revelados por Trump não foram confirmados pelo próprio governo - ou por não serem verdade ou por serem confidenciais - o certo é que o detalhe do discurso não agradou aos membros da administração, segundo o que fontes internas revelaram aos jornalistas.

Muitas perguntas estão ainda por responder. Até agora, confirmado e segundo a Casa Branca, duas pessoas foram detidas durante a operação - e estão a cargo das autoridades norte-americanas.

Donald Trump chegou a falar da possibilidade de serem reveladas imagens secretas do momento. Até agora, mostrou ao público uma fotografia do cão que terá perseguido al-Baghdadi. Um agente secreto, "um cão maravilhoso", com um nome que fica por revelar.

"Conseguimos revelar uma foto do cão maravilhoso (nome não desclassificado) que fez um GRANDE TRABALHO ao capturar e matar o líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi!"
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