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Protestos violentos voltam a abalar o Iraque

Protestos violentos voltam a abalar o Iraque
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REUTERS/Ahmed Jadallah
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A cidade de Bagdad voltou este sábado a viver um dia de violência marcado pelos confrontos entre jovens manifestantes, que exigem uma reforma das instituições políticas, e as forças de segurança.

Apesar de a AFP ter anunciado um acordo entre as principais forças políticas iraquianas para acabar com os protestos antigovernamentais, a tensão permanece nas ruas.

O entendimento defende a continuidade do muito contestado primeiro-ministro Adel Abdul-Mahdi, enquanto se trabalham em reformas contra a corrupção e alterações à constituição do país.

Entretanto, realizaram-se também os funerais de algumas das vítimas dos confrontos desta semana, o que veio reforçar o sentimento de revolta face à repressão governamental, na qual as forças de segurança têm utilizado munições reais.

Desde 01 de outubro, quando começaram os protestos contra o desemprego, a corrupção e a degradação dos serviços públicos, já morreram mais de 260 pessoas e mais de 12 mil ficaram feridas.

Estes confrontos não cessaram, apesar do apelo à calma pelo líder xiita, o 'ayatollah' Ali Al-Sistani, que responsabilizou as forças de segurança por uma eventual escalada da violência.

Estes são já os maiores protestos desde a queda do poder de Saddam Hussein, em 2003.

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