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"J'accuse": Polanski voltou

"J'accuse": Polanski voltou
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Desde que passou pelo Festival de Veneza, em setembro, que o novo filme de Roman Polanski tem dado muito que falar. Em altura de estreia de "J'accuse", é inevitável evocar a eterna polémica que rodeia este realizador de cada vez que apresenta um novo trabalho.

A sua vida dava um filme. Aliás, deu vários, desde "A Semente do Diabo", a "Tess", passando por "Chinatown" ou "O Pianista". Ganhou Óscares, Césares, Ursos de Ouro. E tornou-se tão notório quanto controverso.

Roman Polanski em Cannes, em 2013

Aliás, Roman Polanski raramente aparece em público e, quando o faz, é recebido por ativistas da FEMEN, por exemplo, que o perseguem pelas várias acusações de abuso sexual de que é alvo.

Agora, falamos de Polanski porque, este outono, estreia o mais recente filme do realizador : "J'accuse".

Desta vez, não foi exceção: a passagem da obra pelo Festival de Veneza em setembro, onde muitos o apontavam como vencedor acabou por conquistar o Grande Prémio do Júri, trouxe mais polémica, com a presidente do júri a não esconder de que lado estava.

Lucrecia Martel no Festival de Veneza, em setembro

"Eu não separo o homem da obra. O mais interessante nestes trabalhos é ver transparecer a pessoa que está por detrás. E, como podem imaginar, a presença de Polanski aqui, com todo o seu passado, é muito desconfortável para mim", declarou a realizadora argentina Lucrecia Martel.

Polanski não compareceu em Veneza. Entre o elenco de "J'accuse", um nome habitual nos seus filmes: a sua mulher, Emmanuelle Seigner.

"É-me difícil falar pelo Roman. O que posso dizer é que o sentimento de perseguição patente no filme é algo que ele conhece bem. Bastar olhar para a sua vida", lançou a atriz.

"J'accuse" retrata a história do capitão francês Albert Dreyfus, acusado injustamente de alta traição no final do século XIX, num caso histórico que combinou antissemitismo com conspirações do poder para encobrir os próprios erros.

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