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Aprender com os "Shammies"

Aprender com os "Shammies"
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Em Talin, na Estónia, uma nova ferramenta de aprendizagem quer fazer nascer nos jardins de infância um novo amor pelos livros. A inovação reúne o melhor da narrativa tradicional com novas tecnologias digitais.

O projeto tem a ajuda dos Shammies, personagens infantis da Letónia, cujas histórias são agora contadas com o apoio de uma caneta digital inteligente. Basta apontar a caneta para as páginas e dos livros saem músicas, poemas ou perguntas reproduzidos em letão ou estoniano.

"O primeiro objetivo era tornar a educação infantil mais alegre e divertida e depois trazer as crianças de volta aos livros. Porque elas são atraídas por smartphones e jogos de computador", explica a gestora do projeto "Aprender com os Shammies", Laura Päit.

A equipa criou cinco livros e um jogo em letão e estoniano. O projeto teve o financiamento de cerca de 370 mil euros de fundos de coesão da União Europeia e está agora a ser testado em mais de 400 jardins de infância.

Para os autores é essencial que as crianças ganhem consciência do que é um livro, porque, tal como explica a escritora Maira Dobele, "há crianças que não sabem que um livro começa aqui, continua assim e termina ali. Há crianças que não têm livros em casa e os pais obviamente não lêem livros".

Os especialistas em educação da Letónia e da Estónia forneceram diretrizes pedagógicas e vão agora avaliar se os objetivos foram atingidos.

Através do uso da caneta inteligente pretendem aumentar o interesse e envolvimento das crianças com os livros

Maria Jürimäe, especialista em aprendizagem na Universidade de Tartu, na Estónia, defende as vantagens de uma educação com o apoio de livros digitais. "Algumas crianças têm necessidade de alguma ação, de um estímulo. E agora este dispositivo reúne nos livros todos os bons recursos dos aparelhos digitais, mas sem um ecrã".

Nos jardins de infância, as crianças vão explorando as funcionalidades dos livros e canetas digitais. E há uma que está a agradar particularmente alguns pais.

"As crianças pequenas querem ouvir uma vez, e outra vez, e outra vez, e às vezes os pais pensam 'já li isto cem vezes', e a caneta pode fazer isso 100 vezes", revela Laura Päit.

O próximo passo do projeto será desenvolver os conceitos de caneta e livro digitais com vista a traduzir texto, músicas e poemas para outros idiomas.

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