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Unhack Democracy alega fraude eleitoral na Hungria

Unhack Democracy alega fraude eleitoral na Hungria
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O primeiro-ministro ultraconservador da Hungria, Viktor Orbán, no poder desde 2010, renovou o mandato, em 2018, com maioria absoluta.

A organização não-governamental Unhack Democracy fez uma investigação a essas eleições que aponta para irregularidades que terão levado à atribuição indevida de cerca de dez assentos parlamentares para o partido Fidez (que elegeu Orbán).

"O estudo revela uma ampla gama de más práticas, irregularidades e fraudes por todo o país, incluindo a compra de votos, intimidação de eleitores e erros na contagem de votos. Foram forjados registos de eleitores e transportados para o país eleitores que são emigrantes na Sérvia, Ucrânia e Roménia", disse Zsofia Banuta, investigadora do Unhack Democracy.

O relatório conta com os testemunhos de 170 pessoas que apontam para o caráter sistemático das irregularidades, mas a organização não-governamental ainda não consegue provar se houve instrução clara por por parte do partido no poder para que fossem levadas a cabo.

"Temos testemunhas que falam sobre a recepção de instruções vindas do centro. Podemos observar um padrão nos incidentes, ou alegações, um pouco por todo o país. Esse padrão demonstra que não foram casos isolados, mas que houve uma pressão constante. Apurar se isso aconteceu com instruções diretas do centro do poder ou se foi mais por iniciativa própria em favor do patrão, como eles dizem, é algo que não sabemos. Mas a pressão aconteceu realmente", afirmou Garvan Walshe, diretor do departamento Europa da Unhack Democracy .

A organização não-governamental gostaria que este relatório fosse incluído no atual procedimento das instituições europeias contra a Hungria com base no Artigo 7 do Tratado da União Europeia, sobre violação dos princípios democráticos.

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