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EUA divididos sobre a destituição de Donald Trump

EUA divididos sobre a destituição de Donald Trump
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No dia seguinte à aprovação da destituição de Donald Trump pela Câmara dos Representantes, os Estados Unidos da América voltaram a acordar divididos.

As sondagens mais recentes divulgadas na imprensa norte-americana indicam um apoio praticamente igual entre os que estão a favor e os que estão contra a decisão.

"Nancy Pelosi, Adam Schiff e todos os democratas que estão por trás disto... penso que deviam ser acusados de traição ao país", afirmou um eleitor republicano à margem de um comício do presidente.

O processo segue agora para um julgamento no Senado, onde a maioria republicana, liderada pelo senador Mitch McConnel, deve segurar o presidente. "Os pais fundadores criaram o Senado para proporcionar estabilidade (…), para impedir paixões partidárias”, disse McConnell, acrescentando que “é para momentos como este que existe” a câmara alta do Congresso.

McConnell reuniu hoje com o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, para iniciar as negociações sobre a forma de condução do julgamento do Presidente, que se iniciará em janeiro.

Segundo a Constituição, não há um prazo para enviar os artigos de destituição para o Senado e os Democratas já fizeram saber que não os enviarão até ficarem clarificados os procedimentos para o julgamento político.

Na antecâmara de mais um debate para as primárias, agendado para esta noite de quinta-feira e para o qual apenas se apresentam sete - Joe Biden, Bernie Sanders, Elizabeth Warren, Pete Buttigieg, Andrew Yang, Amy Klobuchar e Tom Steyner - dos 15 candidatos ainda na corrida à nomeação para as eleições presidenciais, os democratas aguardam pelos passos do Senado.

Porém, entre os eleitores há já satisfação pelo que foi alcançado na Câmara dos Representantes.

"Estou muito feliz que os Democratas tenham decidido tomar uma posição e destituir Trump, que não o tenham deixado escapar com tudo aquilo que tem feito. Penso que há o perigo de ficarmos insensíveis e que esta seja a nova norma, que os valores morais aceitem coisas que são realmente intoleráveis", frisou uma eleitora democrata.

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