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Irão nega encobrimento na queda de avião ucraniano

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Irão nega encobrimento na queda de avião ucraniano
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De Rodrigo Barbosa com AFP
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Regime reprimiu violentamente protesto em Teerão, depois de admitir que foi um míssil anti-aéreo que abateu aparelho da Ukraine International Airlines

O regime iraniano nega ter tentado encobrir a verdade sobre o avião da Ukraine International Airlines, abatido por engano com um míssil anti-aéreo.

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A admissão das forças armadas iranianas motivou manifestações contra o poder em Teerão, violentamente reprimidas pelas forças da ordem.

O chefe do sistema judiciário iraniano, Ebrahim Raisi, deixou esta segunda-feira um aviso:

"Se alguém no país, agentes dos Estados Unidos ou de outro país estrangeiro, quiser usar esta questão para perturbar a opinião pública, a nação não o autorizará. Os serviços secretos, forças de segurança e polícia vão vigiar e não deixarão que ninguém comprometa a segurança do país."

O regime iraniano admitiu um "erro humano" por parte de um operador de um sistema de mísseis, mas defende que o Exército só transmitiu os resultados das suas investigações às autoridades civis na sexta-feira.

Ali Rabiei, porta-voz do governo iraniano, defendeu a posição do regime:

"Não houve qualquer tentativa [de encobrimento]. O presidente Rouhani só teve conhecimento às quatro horas da tarde de sexta-feira. Quando o comandante da defesa aérea dos Guardas da Revolução admite que mesmo o chefe da aviação aérea não sabia, porque é que algumas pessoas sugerem algo tão vago?"

O Canadá afirmava, desde quarta-feira passada, que o avião ucraniano tinha sido abatido por um míssil iraniano e exige agora compensações para os familiares das vítimas, uma grande parte das quais canadianas. O general Amirali Hajizadeh, chefe da força aeroespacial dos Guardas da Revolução assumiu a "responsabilidade total" na tragédia.

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