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Entre o dilúvio e o inferno a ameaçar o Open da Austrália

Tempestades provocam cheias em Queensland, o fogo continua a dizimar Victoria
Tempestades provocam cheias em Queensland, o fogo continua a dizimar Victoria   -   Direitos de autor  AP/ Sam McNeil
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Do inferno dos incêndios ao dilúvio das enxurradas, a Austrália continua a debater-se contra o caos climático amplificado no continente pelas alterações climáticas.

O sudeste do estado de Queensland, na costa leste, foi assolado esta sexta-feira e sábado por uma tempestade. A chuva foi bem-vinda para ajudar a combater os incêndios na região, mas acabou por ser demais e provocou inundações.

Diversas estradas foram cortadas, parques de diversões encerrados e alguns dos residentes tiveram de recorrer a barcos para se deslocarem na zona.

Em Nova Gales do Sul, o Parque de Répteis Australiano, uma das atrações a norte de Sydney, também foi assolado pela enxurrada e diversos animais tiveram de ser socorridos agora das torrentes de água.

Em Melbourne, na costa sul do estado Victoria, o arranque do Open da Austrália, o primeiro grande torneio da temporada de ténis, está em risco.

A organização admite suspender a prova após críticas à qualidade do ar respirável por alguns tenistas participantes na fase de qualificação para o quadro principal.

Rafael Nadal e Roger Federer também já manifestaram preocupação aos organizadores pela qualidade do ar que tem vindo a ser prejudicada pelo fumo das dezenas de frentes de fogo ainda ativas na região.

Desde que a atual época de incêndios começou na Austrália em setembro, o fogo já provocou a morte a pelo menos 29 pessoas e a mais de mil milhões de animais selvagens; destruiu mais de duas mil casas e arrasou uma área maior que todo o território de Portugal, já estimada em cerca de 104 mil quilómetros quadrados.