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Bélgica confirma caso de infeção por coronavírus

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Bélgica confirma caso de infeção por coronavírus
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Um dos nove belgas repatriados da cidade chinesa de Wuhan está infectado com o novo coronavírus, disse, terça-feira, a ministra da Saúde, Maggie de Block.

Ao início da manhã de terça-feira existiam 24 casos confirmados no território da União Europeia e o Parlamento Europeu convidou, segunda-feira, a diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (CEPCD) para fazer um balanco, na Comissão Parlamentar de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar.

"Há um intercâmbio regular entre todos os Estados-membros sobre as medidas que já foram tomadas: informar o público, informar os viajantes, informar os profissionais de saúde e assim por diante. Todos os países têm planos de resposta", disse, à euronews, Andrea Ammon, diretora-executiva do CEPCD.

"Este vírus é novo, existem muitas características que ainda não conhecemos e vamos aprendendo ao longo do caminho. Neste momento, não podemos fazer projeções sobre por quanto tempo esta situação se vai prolongar", acrescentou Andrea Ammon.

China promete reforçar os esforços de contenção

um recorde de 10 dias, a China construiu um hospital improvisado com mil camas em Wuhan, epicentro da crise, e está adaptar centros de conferências para receber mais pacientes.

Zhang Ming, embaixador da China para a União Europeia, diz que o governo de Pequim está a fazer todo o possível para conter a doença: "Precisamos de estar plenamente conscientes dos desafios que temos pela frente, nunca iremos diminuir os nossos esforços de resposta. Precisamos de trabalhar com o objetivo final de eliminar esta epidemia".

A hipótese atual dos cientistas é que um morcego que hospedava o vírus tenha contaminado outra espécie animal. Esse animal poderá ter entrado em contato com humanos num mercado de peixe de Hunan, em Wuhan.

Padrões fitossanitários em causa

A União Europeia não pode continuar a fechar os olhos aos baixos padrões fitossanitários na China, disse Pascal Canfin, presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar.

"O sistema de rastreio sobre o que o come a população chinesa está totalmente desatualizado. Os europeus quase não têm permissão para fazer auditorias na China sobre os produtos que esse país exporta para a União Europeia, especialmente os produtos alimentares e, em particular, os animais para consumo. Penso que precisamos de voltar a esse debate, talvez a médio prazo, não já amanhã, mas a China não pode continuar a ter um escândalo alimentar a cada ano", afirmou, à euronews, o eurodeputado liberal francês.

O eurodeputado sugere que os ministros da Saúde da União Europeia façam uma reunião extraordinária de coordenação, e espera que seja feita mais pressão para que o governo chinês aceite uma visita da Organização Mundial de Saúde ao país, para avaliar se as recomendações estão a ser corretamente implementadas.