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A estonteante cítara de Anoushka Shankar

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A estonteante cítara de Anoushka Shankar
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Anoushka Shankar esteve recentemente na cidade francesa de Lyon para tocar uma obra composta pelo pai, o músico indiano Ravi Shankar, um dos grandes nomes da música indiana do século XX. O concerto nº 2 para cítara e orquestra cruza música clássica indiana e música ocidental. "Tocar a música do meu pai é uma bela experiência. Tenho a sensação de mergulhar no coração e na mente do meu pai, quando toco a música dele. É uma impressão muito forte que evoca a nossa relação e ao mesmo tempo trata-se de uma música muito bela", sublinhou a mestre da cítara.

A cítara à medida do corpo

A cítara de Anoushka Shankar foi concebida especialmente para se adaptar ao corpo da instrumentista. "É o meu bebé lindo. É mais pequena do que a maioria das cítaras devido ao meu tamanho. Tocamos sentados e muitas cítaras são demasiado grandes. Por isso, eu pedi para que a cítara fosse do meu tamanho. Devido a um feliz acidente, a cítara ficou um pouco mais pequena do que o habitual, o que lhe confere este som ligeiro, claro, lindo e delicado que eu adoro, afirmou Anoushka Shankar.

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Anoushka Shankareuronews

A arte da improvisação

O segundo concerto para cítara e orquestra de Ravi Shankar intitula-se "Raga-Mala" e foi apresentado, pela primeira vez, em 1981. Ragas é o nome dado aos padrões melódicos típicos da música clássica indiana que servem de base à composição e à improvisação. "Os ragas têm personalidades, sentimentos e evocam associações. Todos eles têm várias nuances. Há momentos do dia e estações do ano associadas aos ragas em função das diferentes vibrações e sentimentos", explicou a instrumentista britânica de origem indiana. A improvisação é parte integrante da música clássica indiana. "O quarto andamento integra um pouco mais a música folclórica indiana de que o meu pai gostava tanto. Podemos ouvir, por exemplo, refrães que evocam Caximira ou o Rajastão, música folclórica de toda a Índia. Ao mesmo tempo, há também muita improvisação, para a cítara", sublinhou Anoushka Shankar .

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Ravi Shankar e Anoushka Shankar, mestres da cítaraeuronews

O novo álbum "Love Letters"

Anoushka Shankar admite que ser filha de um grande nome da música pode ser um grande desafio quando se trata de encontrar uma voz própria. "Não só aprendi com o meu pai, mas fiz digressões e toquei com ele. A dada altura comecei a compor. Tratou-se de uma decisão muito consciente. Queria encontrar a minha própria voz, ao compor música. Eu era muito perfecionista por causa do nível musical do meu pai. Isso pode impedir-nos de assumir riscos. Tive de trabalhar para ultrapassar esse obstáculo", confessou a artista britânica.

Anoushka Shankar lançou recentemente um novo álbum, "Love Letters". "A inspiração tem um lado maravilhoso. Quando começamos a trabalhar as coisas acontecem. Sento-me, toco e sei que algo vai acontecer", sublinhou a mestre da cítara.

Cortesia: imagens de drone cedidas pelo SPL Lyon Part-Dieu - Studio Fly

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