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Cidade italiana não quer apagar Mussolini da memória

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Cidade italiana não quer apagar Mussolini da memória
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Caiu por terra um pedido para que Benito Mussolini deixasse de ser considerado cidadão honorário de Salò, uma cidade do norte da Itália, sede do governo da República Social Italiana, aliada dos alemães nos últimos dois anos e meio da Segunda Guerra Mundial.

O presidente da câmara desta localidade, Gianpiero Cipani, explica que "é correto lembrar Benito Mussolini como um personagem histórico e lembrar os erros cometidos pelo fascismo". Mas acrescenta que para isso, não é preciso "apagar a sua memória".

Foi em 1924 que o ditador italiano recebeu a distinção que três membros da oposição, no conselho municipal desta cidade queriam ver retirada, mas a maioria rejeitou a petição.

Lucio Pedroni presidente da secção de Brescia da ANPI, associação fundada por elementos da resistência italiana, contra o regime fascista, diz que a história e a educação cívica já não "são ensinadas, com seriedade, nas escolas" e_,_ por isso, os atos, ainda que simbólicos, que não sejam contrários ao fascismo, devem ser reprovados.

Salò, o último posto avançado do regime fascista, era apenas uma entre muitas outras cidades que, nesse ano, reconheceram a cidadania honorária a Benito Mussolini, líder do Partido Nacional Fascista e, na altura, chefe do governo. Ela foi sede do executivo da República Social Italiana de 1943 a 1945.

O fantasma do Fascismo continua a pairar sobre o país. Em Milão um tribunal de Recurso anulou uma decisão tomada em segunda instância e condenou onze arguidos por terem feito a saudação nazi em 2017, num cemitério.