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Alemanha com segurança reforçada

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Alemanha com segurança reforçada
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O governo alemão fala de uma “ameça muito elevada” da extrema-direita e vai reforçar a segurança no país, que continua em choque depois do ataque de quarta-feira, em Hanau.

O aumento da vigilância policial vai ser mais visível nas estações ferroviárias, nos aeroportos e perto das mesquitas.

Horst Seehofer, ministro do Interior, sublinha as operações que acontecem na Alemanha.

“Na semana passada, doze suspeitos de terrorismo de direita foram presos por causa de planos concretos de ataques. Nos últimos dias, fizemos buscas de suspeitos de extrema-direita em vários lugares. Apreendemos grandes quantidades de explosivos, de granadas de mão e de armas automáticas”.

Por todo o país, esta quinta-feira, centenas de pessoas juntaram-se para homenagear as vítimas do ataque racista.

Comunidade Muçulmana

Em Hanau, o presidente Frank-Walter Steinmeier fez um apelo à união e condenou todas as formas de xenofobia. Um discurso que não convenceu Aiman A. Mazyek, presidente do Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha.

“Falou-se de extremismo de direita e anti-semitismo e o termo islamismo ou muçulmanos não foi usado nem uma única vez na cerimónia de ontem à noite. O anti-semitismo e a islamofobia andam de mãos dadas e se estamos contra um não podemos ignorar o outro. Esta é a nossa crítica. E as vítimas não estiveram presentes ou representadas de qualquer outra forma nos discursos”.

Na Alemanha cresce a preocupação sobre a ascensão da extrema-direita e do Alternativa para a Alemanha (AFD).

O partido rejeita qualquer responsabilidade por este tipo de ataques.