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Coronavírus não assusta turistas de férias no Brasil

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Coronavírus não assusta turistas de férias no Brasil
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Prevenir ainda é o melhor remédio, pelo menos para os brasileiros que correram para as farmácias à procura de máscaras de proteção contra o novo coronavírus.

Apesar de o clima frio favorecer a sobrevivência e transmissão da doença Covid-19, as altas temperaturas que se fazem sentir no Brasil não impediram a confirmação do primeiro caso de infeção.

Mais tranquilos parecem, por agora, estar muitos dos turistas de passagem pelo Rio de Janeiro. Vieram para o Carnaval ou para poucos dias de praia. Para alguns, o facto de permanecerem por um curto período tempo representa um menor risco, mas nem todos têm o mesmo entendimento.

"As probabilidades são muito baixas. O tempo que estamos aqui é curto. Por isso, não estamos realmente preocupadas com este tipo de pandemias", sublinhou a turista chilena Debora Mainemer.

O comerciante brasileiro Eli da Silva acrescenta: "Com certeza que vai afetar muito, mas de que maneira vai ser o impacto, só esperando para ver. Medo de verdade não existe.

O primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus no Brasil e na América Latina foi confirmado esta quarta-feira, na sequência da validação de um teste de contraprova, como anunciou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Trata-se de um homem de 61 anos, residente em São Paulo, que tinha estado em Itália, na região da Lombardia, a trabalho, entre 9 e 21 de fevereiro. Encontra-se estável, mas em isolamento familiar. Três dezenas de pessoas da família da vítima estão sob observação.

Neste momento, todo o cuidado é pouco, como alertou o secretário executivo de Saúde do governo paulista, Alberto Kanamura: "Este é um evento de um caso importado e possivelmente haverá outros casos mas neste momento estamos a aguardar, monitorizando as pessoas que contactaram com o elemento visado para que o vírus não se espalhe."

Esta quarta-feira, o mercado financeiro do Brasil reagiu mal ao anúncio da expansão da epidemia de coronavírus no país. O principal índice da bolsa de valores registou a maior quebra desde 18 de maio de 2017.