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"Estado da União": Covid-19, Grécia e Eslováquia

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"Estado da União": Covid-19,  Grécia e Eslováquia
Direitos de autor  Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved   -   Luca Bruno
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Para a maioria dos europeus, o surto de coronavírus, que teve início na China, passou de algo muito distante para uma ameaça ao virar da esquina. Para tal contribuiu o agravamento da situação, no início da semana, em Itália, sobretudo no norte do país. O governo italiano agiu, rapidamente, e colocou várias cidades e vilas sob quarentena, mas isso causou algum pânico entre a população, com corrida a supermercados, por exemplo.

Nas bolsas de valores, apenas as empresas que produzem desinfetantes, alimentos enlatados ou vacinas, estão no lado oposto de uma tendência de acentuada queda. No entanto, os altos funcionários da União Europeia e das organizações internacionais de saúde tentam passar a mensagem de que não se deve entrar em pânico.

"Estamos a enfrentar uma situação em que, ainda, há muitas incógnitas sobre este vírus e, em particular, sobre a sua origem e a forma como contamina. Resumindo, esta é uma situação preocupante, mas não devemos ceder ao pânico", disse, esta semana, Stella Kyriakides, comissária europeia para a Saúde.

Confrontos em Lesbos, Grécia

Na Grécia, houve outra crise que deixou os ânimos exaltados e voltou a colocar a questão da migração debaixo dos holofotes. Na ilha de Lesbos, houve protestos contra a construção de um novo campo de refugiados, que chegaram ao ponto de graves confrontos com a polícia.

Após semanas de negociações infrutíferas com as autoridades da ilha sobre onde construir a nova instalação, o governo enviou, secretamente, as máquinas de construção e centenas de agentes de polícia para o local escolhido, o que causou indignação.

Houve confrontos nas ruas, como alguns manifestantes a atirar pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.

O governo central, conservador, quer que o novo campo em Lesbos tenha um rigoros controlo de acesso e deverá substituir o atual campo aberto, em Moria. Essa instalação foi construída para menos de três mil pessoas, mas que vivem, atualmente, mais de 18 mil.

Eleições na Eslováquia

A reta final da campanha para as eleições legislativas na Eslováquia (a 29 de fevereiro) colocou o país nas manchetes internacionais porque é o primeiro escrutínio desde os assassinatos, há dois anos, do repórter de investigação Jan Kuciak e da sua noiva, qaundo estavam em casa.

O receio de que se tratou de um silenciamento ordenado por pessoas poderosas por causa da investigação que fazia sobre casos de corrupção foi ampliado pela forma, por vezes, obscura como decorreu a investigação do crime.

Mas acabou por revelar uma realidade preocupante, segundo Viktoria Jancosekova, analista no Centro de Estudos Europeus Wilfried Martens, em Bruxelas: "A investigação trouxe muita informação sobre o funcionamento do Estado eslovaco como uma espécie de sistema cleptocrático, com pessoas a usarem práticas de estilo mafioso para enriquecerem. Isso fez-me recordar os momentos mais sombrios da história da região dos Balcãs, quando a máfia era o principal agente de governação dos países".