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Livrarias adaptam negócio ao isolamento social

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Livrarias adaptam negócio ao isolamento social
Direitos de autor  Euronews/Jack Parrock
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Para tentar manter portas abertas e dar resposta aos clientes em isolamento social, o proprietário da livraria Filigranes, em Bruxelas, permite a entrada de apenas uma pessoa de cada vez.

Os clientes podem encomendar os livros com antecedência. Caso contrário, apenas os funcionários os podem procurar nas prateleiras. Todos os que ali trabalham decidiram, voluntariamente, não ficar em casa.

“Se tivermos de fechar, fecharemos. Não sei se o nosso método respeita as regras, mas penso que sim. E penso que as pessoas devem poder ler. Mas se minha equipa me pedir para fechar hoje à noite, irei fazê-lo. Mas eu vou ficar", explicou, à euronews, o proprietário Marc Filipson.

Os clientes também podem pedir que os livros lhe sejam entregues em casa, um novo serviço que não existia até esta crise ter começado.

A loja faz donativos de um euro por cada livro vendido, para ajudar os hospitais a comprarem material de resposta à pandemia Covid-19.

A maioria das livrarias estão fechadas, tal como as outras lojas, e também os seus gestores fazem contas ao impacto económico no futuro próximo.

O proprietário desta livraria diz que o facto dos livros serem produtos não perecíveis pode ajudar a encaixar melhor a baixa nas vendas.

“Agora temos que fazer o nosso melhor e estarmos unidos. Obviamente que se a crise se prolongar por um, dois ou três meses, haverá mais pessoas a quererem entreter-se com os os livros. De certa forma temos essa sorte, não é o caso para muitos outros negócios", explicou.

O governo belga permitiu que as livrarias permanecessem abertas desde que também tivessem imprensa à venda, mas essa medida poderá ser revista se a situação piorar ou os proprietários poderão decidir fechar por motivos económicos ou pessoais.