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Destaques de "Musica" para 2020: "La Bohème"

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Destaques de "Musica" para 2020: "La Bohème"
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Mestre a criar melodias inesquecíveis e sublimes, Giacomo Puccini é o autor da intemporal "La Bohème". A ópera em quatro atos, composta entre 1892 e 1895 e estreada no ano seguinte, conta a história da paixão avassaladora entre a costureira Mimi e o poeta Rodolfo.

Enquanto muitas salas de espetáculo permanecem encerradas, o "Musica" volta a algumas cenas do ensaio, decorridas em março, pouco antes de os promotores se terem visto obrigados a cancelar o espetáculo que ia a cena na Ópera de Zurique.

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Ensaio de "La Bohème", na Ópera de ZuriqueEuronews

Nesta versão, com orquestração de Marco Armiliato, o papel de Mimi é desempenhado por Ruzan Mantashyan e Juan Diego Flórez interpreta Rodolfo.

Para o tenor a obra é um convite à lágrima. "Acho que choramos quando vemos 'La Bohème', porque é uma história com a qual todos nos identificamos, as personagens estão muito relacionadas com as pessoas. Eu choro quando estou na plateia e choro quando canto".

A intensidade emocional do drama é enfatizada pela composição de Puccini, muito próxima da linguagem cinematográfica.

"Ele pega na orquestra e levanta tudo e isso dá arrepios. Acho que a música de Puccini foi uma referência para Hollywood. Quando o cinema apareceu, todos imitaram esse tipo de música, porque realmente desperta emoções. A última cena é tão comovente, porque toda a música evoca o passado e desperta esse sentimento de nostalgia. A música assemelha-se muito à música no cinema."

O final trágico do par romântico não melindra a visão de Mantashyan , para quem "Puccini tinha a arte de ir diretamente ao coração" e "La Bohème" é "uma declaração de amor à vida".

Para a soprano, "La Bohème" é uma lição de vida. "Mimi sabe que está a morrer e aceitou o seu fim. E eu aprendi com ela que temos de viver realmente cada momento com o que temos. Podemos sentar-nos, a chorar, infelizes, ou vivermos a vida o melhor que podemos".