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"Estado da União": Crimes, crises e outros efeitos da pandemia

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"Estado da União": Crimes, crises e outros efeitos da pandemia
Direitos de autor  Matthieu RONDEL/EU
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Além das burlas com máscaras cirúrgicas e gel desinfetante, a Interpol denunciou, esta semana, outro tipo de crime comum ligado à pandemia da Covid-19. “Temos variações da fraude via telefone com as pessoas a recebem telefonemas de alguém que se faz passar por funcionário do hospital. A história que contam è que um parente ficou doente e precisa de dinheiro para pagar os cuidados médicos", alertou Jürgen Stock, em entrevista `à euronews.

Nesta edição do programa semanal "Estado da União" elaboramos sobre algumas das questões mais sensíveis ligadas à pandemia , como o tipo de crimes, mas também o cancelamento de eventos.

No ramo do entretenimento e do desporto, os profissionais temem perder todo o rendimento porque os grandes eventos estão a ser cancelados, sendo os casos mais recentes o torneio de ténis de Wimbledon e o festivai de verão de Edimburgo.

A cimeira da ONU sobre o clima, denominada COP26, agendada para Glasgow (cidade na Escócia), em novembro, foi adiada para próximo ano. Os ambientalistas dizem que foi uma decisão acertada, mas que questões importantes sobre as alterações climáticas vão sofrer atrasos.

"É realmente importante agirmos, rapidamente, na tomada de medidas para reduzir as emissões poluentes e 2020 é um ano crucial. O Acordo de Paris, assinado em 2015, prevê que essa legislação entra em vigor este ano. Há muitas questões sobre as quais são necessárias decisões, que deveriam ser adotadas em novembro, para que o acordo fosse de facto implementado, e que agora terão de ser adiadas", explicou Richard Dixon, diretor da delegação na Escócia da organização Amigos da Terra.

O apresentador do programa, Stefan Grobe, conduziu, ainda, uma entrevista com o diretor-geral do Instituto de Investigação e Diálogo entre as Civilizações, Jean-Christophe Bas, sobre o impacto da crise na afirmação do projeto político que é a União Europeia.

“Temos a convicção absoluta de que Europa não deve cair na armadilha da batalha entre gigantes, de um mundo muito dividido, ou polarizado, com os Estados Unidos de um lado e a China do outro. O que precisamos hoje é de desenvolver, efetivamente, um quadro multilateral, uma nova cooperação internacional', defendeu Jean-Christophe Bas.