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Veneza procura soluções para o "pós-Covid"

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De  Ricardo Figueira
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Veneza procura soluções para o "pós-Covid"
Direitos de autor  Andrew Medichini/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved

Veneza, cidade onde há apenas alguns meses era por vezes difícil ver um palmo de chão, tendo em conta a quantidade de turistas, está agora irreconhecível, vazia. Na Praça de São Marcos, os pombos são agora a única população. Uma paisagem estranha para Matteo Secchi, da associação de moradores da cidade: "Passámos de um extremo ao outro. Há alguns meses, nem se conseguia passar e agora está deserta".

Há algum tempo, tornou-se viral uma foto de um "engarrafamento de gôndolas", para demonstrar o excesso de turismo. Agora, as gôndolas estão paradas e os hotéis vazios.

Um "engarrafamento de gôndolas" em 2017.

No hotel Capisini, a última mensagem no livro de visitas é do dia 25 de fevereiro.

"No princípio falava-se em dois meses, depois três a quatro meses, muitos falam de um regresso à atividade no início do próximo ano. Vemos que o maior movimento será em fevereiro e março de 2021", diz Marianna Serandre, proprietária da cadeia.

Para alguns membros das autoridades locais, este período de confinamento pode ser uma oportunidade para a cidade passar para um modelo de turismo mais sustentável, mesmo se isso implicar introduzir quotas para o número diário de visitantes.

Esta vai ser uma oportunidade de passar a um turismo mais inteligente, um turista que quer estudar e entender as coisas e deseja sair dos circuitos clássicos, mais frenéticos, diz o vereador para o desenvolvimento económico, Simone Venturini.

Segundo o instituto Statista, Veneza recebeu, em 2018, cerca de quatro milhões e meio de turistas.