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Companhia aérea TAAG prevê dispensar alguns funcionários devido à pandemia

Oil Production Emergency Order
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Dezenas de colaboradores reformados da transportadora aérea angolana TAAG com contratos de continuidade deverão ver "terminado o vínculo contratual na generalidade", devido ao impacto da covid-19, segundo um documento interno citado pela agência noticiosa angolana, Angop.

Segundo o documento, vários diretores da operadora apresentaram já aos seus administradores os nomes dos colaboradores reformados com contratos de continuidade que deverão ser terminados por conta do novo coronavírus.

Distintos responsáveis de todas as áreas da TAAG, adianta a Angop, apresentaram igualmente aos administradores nomes dos colaboradores, "que corresponde a 30% da força de trabalho, que deverão trabalhar em regime permanente".

O presidente da comissão executiva da transportadora aérea angolana, que conta com um 'bureau' de vários sindicatos, deve aprovar outras exceções, de acordo com a mesma informação.

Angola regista já 25 casos positivos do novo coronavírus, nomeadamente 16 casos ativos, seis recuperados e dois óbitos e cumpre hoje o 13.º dia da segunda fase do estado de emergência que visa contar a propagação da covid-19.

A primeira fase do estado de emergência no país decorreu entre 27 de março e 10 de abril.

O período de estado de emergência, "já com aligeiramento das medidas", deve ser prorrogado para mais 15 dias, entre 26 de abril e 10 de maio, segundo as autoridades.

Com o encerramento da cerca sanitária nacional e internacional, a TAAG está autorizada apenas a realizar voos humanitários e tem grande parte da sua atividade paralisada.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou perto de 184 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Cerca de 700 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 785 pessoas das 21.892 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.