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Polónia e Alemanha lutam contra febre suína africana

Polónia e Alemanha lutam contra febre suína africana
Direitos de autor Michael Probst/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved
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De  Euronews
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Cadáveres de javalis infetados com a febre suína foram detetados perto da fronteira entre a Alemanha e a Polónia. Apesar de não se transmitir ao homem, os suinicultores estão preocupados.

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A peste suína africana, uma pandemia que atinge javalis e porcos domésticos avança na Europa ocidental. Cadáveres de javalis infetados foram encontrados na região oeste da Polónia, a apenas 10 quilómetros com a Alemanha.

Os javalis podem transmitir a doença mortal aos porcos domésticos mas não aos humanos.

Mas os suinicultores sentem-se ameaçados. Milhares de porcos tiveram que ser abatidos nesta região. Andrzej Waszczuk também tem receio.

No ano passado, cerca de 35 mil porcos tiveram que ser eliminados no nordeste da Polónia. No início deste ano foram outros 24 mil na zona ocidental.

Andrzej Waszczuk, suinicultor, culpa o governo de negligenciar missões de deteção de cadáveres de javali - potenciais focos do vírus.

“Os cadáveres de javali não são removidos em boa altura, ficam em decomposição durante muito tempo, as autoridades recolhem-nos três ou quatro dias depois. Os agricultores locais estão muito irritados. Antes da epidemia, tínhamos 2000 criadores – apenas 600 sobreviveram”, explica Andrzej Waszczuk.

Uma equipa especial de intervenção foi criada em Dresden, a capital do Estado alemão da Saxónia, perto da Polónia.

Para proteger a próspera indústria alemã, o líder da equipa de intervenção, Stephan Koch, acionou um procedimento de emergência para erguer uma vedação de 130 quilómetros contra javalis.

Há um debate em curso sobre como limitar o alastramento da doença. Os javalis são vetores de transmissão, atravessam as fronteiras com frequência entre a Alemanha e a Polónia. Nós discutimos sobre este tipo de barreiras nos dois lados da fronteira. Isto pode ser uma boa ferramenta para atenuar ou mesmo travar o movimento dos javalis e consequentemente combater a propagação do vírus",, diz Stephan Koch, chefe da força de intervenção.

Enquanto do lado alemão a construção da cerca foi concluída, a Polónia também reforçou a luta contra a doença. Os caçadores estão autorizados a usar silenciadores e o exército pode ser chamado a ajudar. O objetivo é reduzir o número de javalis nalgumas regiões em 90 por cento.

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