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Terapia com bonecas de pano

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Terapia com bonecas de pano
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Kituza é uma refugiada congolesa que vive num campo de deslocados em Nampula, no norte de Moçambique. Para sustentar os cinco filhos começou a fazer bonecos de pano. Com o tempo, percebeu que este trabalho significa muito mais do que uma forma de ganhar a vida.

ACNUR

"Para mim, elas são como pessoas, são humanas. Eu dou-lhes características como olhos, ouvidos e brincos e elas fazem as crianças felizes. Também as amo porque se parecem com seres humanos".

Kituza foi raptada e violada aos 16 anos, quando um grupo de rebeldes atacou a aldeia onde vivia. Os pais foram mortos nesse ataque.

Nunca foi à escola. Aprendeu a fazer as bonecas de produtos em segunda mão e capulanas com um grupo de uma igreja próxima do acampamento. Agora, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, está a ajudá-la a gerir e a fazer crescer o negócio.

"Eu adoro este trabalho. Faz parte de mim. Eu nunca fui à escola. Quem tem educação é que arranja emprego. Para mim, fazer estas bonecas ajuda-me no futuro e é por isso que o faço de todo o coração".

Kituza passa os dias a fazer as bonecas. Consegue fazer até cinco por dia.Diz que espera levar a alegria e a cura que recebeu a outras pessoas, dentro e fora do campo de refugiados.