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Recessão de 7,4% na UE, em 2020, vai afetar mais o sul

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Recessão de 7,4% na UE, em 2020, vai afetar mais o sul
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A contração da economia na totalidade dos 27 países da União Europeia deverá atingir, em 2020, a média de 7,4% (média de 7,7% nos 19 da zona euro), anunciou o executivo comunitário, quarta-feira, em Bruxelas, nas chamadas previsões económicas da primavera.

O comissário para a Economia, Paolo Gentiloni, não podia estar mais preocupado com a capacidade de alguns países para enfrentarem uma recessão de proporções históricas, disse à euronews.

"A situação preocupa não apenas porque estamos em profunda recessão, o que é um facto, mas essa profunda recessão poderá causar impactos e consequências muito diferentes em diferentes Estados-membros", referiu Gentiloni.

A maior queda na riqueza gerada será na Grécia (-9,7%), Itália (-9,5%), Espanha (-9,4%) e Croácia (-9,1%), com o PIB a encolher mais de nove por cento em cada um destes países muito dependentes do turismo.

A Alemanha, maior potência económica do bloco, registará uma quebra de 6,5%, abaixo da média dos 19 Estados-membros que usam o euro (-7,7%).

Recuperação económica em forma de V ou W?

Se for possível fazer um desconfinamento ordenado que permita reativar a atividade económica, o crescimento na União Europeia poderá chegar aos 6,1%, em 2021.

Portugal deverá ter uma quebra de 6,8 do PIB, este ano, e uma recuperação de 5%, no ano que vem.

Mas alguns economistas estão céticos sobre essa rápida curva ascendente já em 2021, porque o desconfinamento pode ter de ser feito a várias velocidades.

"É provável que, ao retomar a atividade, se assista a um novo pico de infeções e que tal obrigue, novamente, ao confinamento para baixar essa tendência. Essa sequência poderá repertir-se várias vezes, numa espécie de sistema intermitente de confinamento. A recuperação não será em forma de V, mas antes uma espécie de ondulação para cima e para baixo", explicou Megan Greene, economista na Harvard Kennedy School, em entrevista à euronews.

Os líderes da União já aprovaram um pacote de ajuda de emergência no valor de 540 mil milhões de euros, sobretudo para empréstimos e garantias.

Mas falta chegar a acordo sobre a chamada "bazuca" de 1,5 biliões de euros com verbas comunitárias tradicionais e novas, incluindo subsídios a fundo perdido.