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Rússia ultrapassa 240 mil casos de infeção

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Rússia ultrapassa 240 mil casos de infeção
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Mais de 242 mil casos de infeçãopelo novo coronavírus confirmam a Rússia como o segundo país do mundo com mais contágios, a seguir aos Estados Unidos. Os óbitos situam-se acima dos 2.200, número proporcionalmente baixo e que ajudará a explicar a decisão de Vladimir Putin de começar a levantar as restrições. Esclareça-se que o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, está, também ele, contaminado.

Nas ruas de Moscovo, o tom é de desafio: "nem o presidente consegue forçar-nos a usar máscara", dizia um transeunte. Há também quem questione a obrigatoriedade do uso de proteção quando "as pessoas são livres de utilizarem os telemóveis, por exemplo, dentro e fora de portas sem os desinfetar".

Em França, queronda agora a fasquia das 27 mil vítimas mortais, o número de pacientes em reanimação baixou para menos de metade do pico em abril: são perto de 3 mil, neste momento. Mas há ainda quatro grandes regiões consideradas "zonas vermelhas", incluindo a capital francesa.

A presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, salienta os desafios da densidade populacional nesta cidade: "os parisienses respeitaram o confinamento e agora querem poder sair. Há muita gente a viver em pequenos apartamentos. Não é um pretexto para não terem cuidados, mas cabe à cidade organizar tudo isto".

Os britânicos contam mais de 32 mil mortes e de 226 mil infetados. E contam também as vastas consequências económicas que assumem proporções inéditas: só em março, o PIB recuou 5,8%. O ministro das Finanças, Rishi Sunak, veio recordar "que 7,5 milhões de empregos integraram o regime de layoff. São postos de trabalho que podiam desaparecer, se o governo não tivesse agido. Há apoios para cerca de um milhão de empresas que, caso contrário, podiam ter fechado".

Espanha, que regista quase 27 mil mortes, debate agora a imposição de máscaras em todos os espaços públicos, depois de decretar uma quarentena de duas semanas para todos aqueles que cheguem do estrangeiro.