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Pandemia provoca milhares de rescisões de contratos

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Milhares de trabalhadores dispensados devido aos impactos da epidemia em Angola
Milhares de trabalhadores dispensados devido aos impactos da epidemia em Angola   -   Direitos de autor  JOAO DA FATIMA / AFP
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A crise provocada pela Covid-19 veio agravar a taxa de desemprego em Angola. As empresas prestadoras de serviços e os setores da aviação, hotelaria e petróleo são os mais afetados.

Venâncio Miguel disse à Euronews que o motivo do seu despedimento, segundo a entidade empregadora, a da LSG Sky Chefs TAAG Angola Catering, empresa prestadora de serviços na transportadora aérea angolana, foi a paralisação dos serviços provocada pela pandemia.

Mais de 100 trabalhadores da referida empresa viram os seus contratos interrompidos total ou parcialmente nos últimos dias.

O Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), em tempos considerado uma das referências do setor, já conheceu dias melhores. Atualmente oferece apenas serviços mínimos e começou o processo de despedimento parcial de trabalhadores.

Manuel Ngunza, ex-funcionário do HCTA, disse estar há dois meses sem salários e recentemente foi contatado por pessoas alegadamente indicadas pelo hotel para procedem à sua desvinculação, condicionando qualquer pagamento à assinatura do acordo de rescisão contratual.

A Euronews tentou contactar a direção de recursos humanos do HCTA para perceber o processo em curso, mas o hotel recusou-se a comentar o assunto.

De acordo com Pedro Filipe, secretário de Estado da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, só nos últimos dias foram registados mais de mil despedimentos e três mil pedidos de suspensão de contratos em todo país.

O membro do Governo angolano garantiu que o estado tem feito uma abordagem equilibrada da situação para garantir a sobrevivência das empresas, que já tinham começado a perder faturação mesmo antes da Covid-19.

Para garantir a sobrevivência das empresas o estado aprovou um pacote de apoio para as pequenas, médias e grandes empresas.

O objetivo é assegurar que estas empresas possam manter os postos de trabalho, explicou o secretário de Estado.

Pedro Filipe considera que a conservação dos postos de trabalho está diretamente ligada a capacidade de sobrevivência das empresas.