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Programa de "lay-off" sob críticas no Reino Unido

Programa de "lay-off" sob críticas no Reino Unido
Direitos de autor AP Photo/Alberto Pezzali
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De  Bruno SousaAngela Barnes
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Legislação rígida deixa várias pessoas de fora, está em curso uma campanha fora tornar o programa mais inclusivo

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O plano de "lay-offs" colocado em prática pelo governo do Reino Unido garante o salário a cerca de sete milhões e meio de pessoas, que mesmo sem trabalhar continuam a receber 80% do ordenado. A medida estará em vigor até final de outubro e custará aos cofres britânicos mais de 80 mil milhões de libras. Ainda assim, existem lacunas na legislação e várias pessoas queixam-se que ficaram de mãos a abanar com o surto de covid-19.

É o caso de Chetan Rajan, consultor financeiro, que trocou recentemente de emprego e não tem antiguidade suficiente na nova empresa para beneficiar do apoio governamental. Queixa-se que é injusto, porque sempre pagou os impostos e lamenta não ter qualquer tipo de ajuda agora que se tornou necessário.

Carl Miller gere um parque de campismo e também fica de fora. Explica que apesar de ter ficado sem rendimentos e de provavelmente só poder voltar a trabalhar no próximo ano, não tem direito a qualquer ajuda devido às poupanças que tinha no banco.

Já Jim West foi simplesmente dispensado pela empresa onde trabalhava. Não esconde o desalento por ter visto o seu futuro decidido sem que pudesse ter uma palavra a dizer e lembrou que paga impostos há 43 anos.

Está em curso uma campanha para mudar as regras do lay-off e torná-las mais inclusivas. Uma carta aberta ao chanceler do tesouro foi já assinada por milhares de pessoas, incluindo mais de seis dezenas de deputados de vários partidos.

A iniciativa é a última esperança de quem perdeu todas as fontes de rendimentos com a pandemia. O analista Guy Shone lembra que o Chanceler do Tesouro já mostrou capacidade de reação em casos onde foram identificadas lacunas nas políticas em vigor, mas que isso por si só não é garantia suficiente para quem passa por dificuldades.

De acordo com a comunicação social britânica, a legislação atual pode sofrer alguns ajustes no mês de agosto.

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