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Moçambique regista a primeira morte por covid-19

A primeira vítima da pandemia em Moçambique é uma criança de 13 anos
A primeira vítima da pandemia em Moçambique é uma criança de 13 anos   -   Direitos de autor  KAREL PRINSLOO/KAREL PRINSLOO
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As autoridades sanitárias de Moçambique anunciaram hoje a primeira morte por covid-19 desde o início da pandemia, num momento em que o país contabiliza um total de 209 casos de infeção (mais 15 do que no dia anterior) pelo novo coronavírus.

A vítima mortal é "uma criança de 13 anos, cuja amostra foi colhida no dia 20 de maio na cidade de Nampula [província do norte de Moçambique]", disse a diretora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, em conferência de imprensa de atualização de dados sobre a pandemia no país.

Segundo a responsável sanitária, a vítima esteve internada há três meses por outros motivos e, após ter febres e tosse, no dia 20, voltou à unidade de saúde, onde viria a falecer devido a covid-19.

"Esta criança era seguida nos serviços de saúde, em Nampula, por doenças concomitantes", declarou Rosa Marlene.

Na semana passada, as autoridades moçambicanas anunciaram a morte de uma pessoa infetada com o novo coronavírus, mas devido a outros problemas de saúde diferentes.

A primeira morte por covid-19 em Moçambique é anunciada num dia em que o país registou mais 15 casos, todos de nacionalidade moçambicana, "sendo que cinco não apresentam sintomatologia e 10 apresentam sintomatologia leve ou moderada", declarou Rosa Marlene. Do total de novos casos reportados, oito são crianças menores de 15 anos.

Os novos casos estão distribuídos entre as províncias de Cabo Delgado (4), Nampula (3), Tete (1), Sofala (2), Gaza (2), Cidade da Matola (1) e Cidade de Maputo (2).

"Os casos encontram-se em isolamento domiciliar e neste momento decorre o processo de mapeamento dos contactos", declarou.

Dos 209 casos registados em Moçambique, 183 são de transmissão local e 26 são importados. São dadas pelas autoridades como recuperadas 71 pessoas.

No total, desde o anúncio do primeiro caso no país, a 22 de março, foram feitos 8.796 testes, tendo sido submetidas a quarentena cerca de 15 mil pessoas das mais de 700 mil rastreadas, continuando 1.772 a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde.