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Milhares de despedimentos no setor da aviação

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Milhares de despedimentos no setor da aviação
Direitos de autor  Salvatore Di Nolfi/AP
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Os planos de saída da crise do setor da aviação passam, invariavelmente, pela supressão de postos de trabalho.

A EasyJet conta separar-se de 30% dos seus efetivos - 4.500 das 15 mil pessoas que a companhia emprega. As conversações com os assalariados começam nos próximos dias.

Johan Lundgren, o patrão da companhia de voos low cost diz que "estes são tempos difíceis em que é preciso tomar decisões difíceis, que têm impacto nas pessoas, mas que quer proteger o maior número de postos de trabalho a longo prazo".

A associação britânica dos pilotos (BALPA) critica a EasyJet por não discutir as medidas com os sindicatos:

Brian Strutton, o secretário-geral da BALPA diz: "... Isto é um verdadeiro pontapé nos dentes... A EasyJet não discutiu os seus planos com a BALPA, por isso vamos esperar para ver o impacto que vai haver no Reino Unido".

A transportadora, que imobilizou a frota a 30 de março, anunciou que retomaria os voos num pequeno número de rotas a partir de 15 de junho, com medidas suplementares de segurança a bordo, incluindo o uso obrigatório de máscaras, mas não espera recuperar os níveis de procura de 2019, antes de 2023.

As outras companhias de voos de baixo custo estão também a suprimir empregos: A Ryanair vai despedir 15% dos trabalhadores; a Wizz Air , 19.

Do lado dos construtores, o cenário não é melhor. A americana Boeing prepara a supressão de 12.000 postos de trabalho.

David Koenig, repórter especialista em aviação, explica: "Desde a eclosão da pandemia, as companhias aéreas têm vindo a adiar as entregas de novos aviões e a alterar ou cancelar encomendas de aviões porque não veem uma necessidade imediata de mais aviões. Já têm demasiados aviões".

Na Europa, a Airbus está também a preparar um plano de restruturação que pode passar por uma forte redução de postos de trabalho, se a crise pandémica se prolongar.