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Dani Rodrik vence Prémio Princesa das Astúrias para as Ciências Sociais

Turkish economist Dani Rodrik, Harvard University's professor, delivers a speech in Cholula, Mexico, 09 October 2003
Turkish economist Dani Rodrik, Harvard University's professor, delivers a speech in Cholula, Mexico, 09 October 2003   -   Direitos de autor  Marcos Delgado/EPA
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O júri do prémio sublinha que o professor Rodrik “fortaleceu o rigor na análise da dinâmica da globalização” nas relações económicas internacionais, chegando a conclusões que contribuem para a “melhoria do funcionamento” do sistema económico.

O economista turco é professor de economia política internacional na Universidade de Harvard e dedicou grande parte do seu trabalho ao estudo da globalização e às razões que levam para que alguns governos sejam mais bem-sucedidos do que outros.

Considerado um dos economistas mais influentes do mundo e um dos maiores especialistas em economia política, Dani Rodrik é membro do Departamento Nacional de Investigação Económica e do Centro de Investigação de Economia e Política de Londres, tendo recebido vários prémios e escrito cerca de vinte livros, incluindo "The Laws of Economics" e "The Paradox of Globalisation".

Dani Rodrik nasceu em Istambul (Turquia) em 14 de agosto de 1957 e obteve em 1979 o bacharelato em Artes pela Universidade de Harvard e, dois anos mais tarde, o mestrado em Administração Pública pela Escola Woodrow Wilson de Assuntos Públicos e Internacionais da Universidade de Princeton, onde se doutorou em Economia em 1985.

Atualmente é presidente da Fundação Ford de Economia Política Internacional na John F. Kennedy School of Government, em Harvard.

No seu livro "The Paradox of Globalization: Democracy and the Future of the World Economy" (2011) Rodrik formulou uma de suas teses mais populares: o trilema da política internacional.

Segundo esta tese, não é possível para um país combinar simultaneamente a sua integração na economia global, democracia e soberania do Estado, devendo renunciar a uma das três opções, devido à situação do sistema internacional.

Este é o quarto dos oito Prémios Princesa das Astúrias que vão ser anunciado este ano, depois de o da Concórdia ter sido atribuído aos profissionais espanhóis de saúde, o das Artes aos compositores Ennio Morricone e John Williams, e o da Comunicação e Humanidades à Feira de Guadalajara e ao Festival Hayaos.

Cada prémio consiste numa escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró – símbolo que representa o galardão -, 50.000 euros, um diploma e uma insígnia, que nos anos anteriores foi entregue numa cerimónia solene presidida pelo rei de Espanha, Felipe VI, no teatro Campoamor, em Oviedo.

O prémio para as Ciências Sociais foi atribuído em 2019 ao sociólogo Alejandro Portes e em edições anteriores a Michael J. Sandel (2018), David Attenborough (2009), Mary Robinson (2006) e Paul Krugman (2004), entre outros.

Este galardão distingue “trabalhos de criação e/ou investigação em história, direito, linguística, pedagogia, ciências políticas, psicologia, sociologia, ética, filosofia, geografia, economia, demografia e antropologia, e as disciplinas dentro de cada uma destas áreas”.

Em termos mais gerais, os Prémios Princesa das Astúrias distinguem o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário” realizado por pessoas ou instituições a nível internacional.