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Desflorestação continua a aumentar na Amazónia

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Amazónia, Equador
Amazónia, Equador   -   Direitos de autor  AFP
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A crise que se vive na Amazónia, com o descontrolo em termos de desflorestação - desde janeiro de 2019 até abril de 2020, ele terá aumentado mais de 70%, tem passado ao lado no meio de uma outra, pandémica, a da Covid-19, mas elas andam de mãos dadas.

"Ligado ao desmatamento está o fogo. O fogo é usado para limpar estas áreas desmatadas e produz então fumaça muito densa que agrave a situação respiratória daqueles que estão, ou não, infetados por Covid-19. Portanto é uma situação bastante preocupante", explica Paulo Moutinho, investigador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia.

Preocupante até porque áreas até aqui protegidas estão a ser completamente devastadas. Várias ONG's, entre elas a Greenpeace Brasil, assinaram um documento enviado ao Ministério Público brasileiro dizendo que o ritmo a que a desflorestação está a acontecer está a pressionar terras indígenas e unidades de conservação, que está a pôr em causa a sobrevivência dos índios brasileiros também eles tocados, gravemente, pela pandemia.