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Rio de Janeiro reabre bares e restaurantes em plena crise pandémica

Rio de Janeiro reabre bares e restaurantes em plena crise pandémica
Direitos de autor  CARL DE SOUZA/AFP
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Três meses depois do encerramento devido à pandemia de covid-19, a cidade do Rio de Janeiro reabriu hoje cafés, bares e restaurantes, apesar de os casos de contágio continuarem a aumentar no Brasil, o segundo país mais afetado no mundo pelo vírus SARS-CoV-2, já com mais de 60 mil mortos.

A reabertura faz parte de um plano governamental de retorno gradual das atividades económicas, cuja aplicação tem sido considerada prematura por especialistas.

Para esta nova etapa de retoma das atividades, esses estabelecimentos - que só estavam autorizados a fazer entregas - agora podem receber até 50% do máximo de clientes que comportam. Será necessário separar as mesas em espaços com dois metros de distância.

Ginásios desportivos, salões de beleza e estúdios de tatuagens também foram autorizados a reabrir no Rio de Janeiro, cidade habitada por 6,7 milhões pessoas, com precauções estritas.

Essa reabertura responde às preocupações económicas do Governo brasileiro já que muitos desses estabelecimentos, fechados desde o final de março, estão com grandes dificuldades financeiras e correm o risco de fechar.

"Não há nada para comemorar, estamos envolvidos nessa luta desde março", disse o presidente da câmara do Rio, Marcelo Crivella, na quarta-feira.

O governante acrescentou que a queda na procura por camas de cuidados intensivos e a estabilização do número de mortos sinalizam que se atingiu “um pico sombrio [da covid-19] em maio antes de cair para os níveis atuais”.

A cidade do Rio de Janeiro registou 68 novas mortes nas últimas 24 horas. O governo local informou que a capital 'carioca' atingiu o pico da covid-19, registando 227 óbitos, em 03 de junho.

Embora o Rio de Janeiro observe um movimento menor de pacientes nos hospitais, a pandemia provocada pelo novo coronavírus tem afetado mais as áreas do interior do Brasil, onde os especialistas alertam que a taxa de contaminação permanece alta, facto que poderá pressionar as redes de atendimento de saúde.

O estado do Rio de Janeiro, o segundo mais afetado pela pandemia no Brasil, já ultrapassou a marca de 10.000 mortos.