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Suécia lança auditoria para avaliar resposta a crises

Stefan Lofven, primeiro-ministro da Suécia
Stefan Lofven, primeiro-ministro da Suécia   -   Direitos de autor  ALI LORESTANI/AFP
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O governo sueco anunciou hoje o lançamento de uma auditoria à sua capacidade de garantir os recursos necessários na eventualidade de uma crise, na sequência das críticas à "preparação incompleta" apontada na gestão da pandemia de covid-19 no país.

A missão foi confiada ao Instituto Sueco de Investigação em Defesa (JFO), uma agência governamental que, na véspera, publicou um relatório apontando as deficiências das autoridades suecas em tempos de crise, particularmente na sua gestão da crise sanitária ligada ao Covid-19.

No relatório, intitulado "Perspetivas sobre a Pandemia", os investigadores do instituto assinalaram a "crescente escassez de equipamento de proteção e outros suprimentos médicos".

Apesar de ter enfrentado várias epidemias desde o século XXI, como a gripe aviária em 2006 e a gripe suína em 2009, "a Suécia, como muitos outros países, ficou com uma preparação incompleta quando a pandemia do coronavírus se espalhou", acrescenta o documento.

Além disso, os investigadores observam que "a epidemia de coronavírus evidenciou as fraquezas da preparação sueca para a crise".

O relatório do JTF deve ser conhecido até 16 de novembro e lançará as bases para um estudo mais aprofundado sobre a preparação para as crises.

A Suécia, que recentemente anunciou a criação de uma comissão para avaliar a resposta do país ao covid-19, escolheu uma abordagem original na Europa, não confinando a sua população.

Na quinta-feira, o número de mortes na Suécia atingiu 5.411 em mais de 70.000 casos, com 41 novas mortes registadas em 24 horas. Em relação à sua população, o país escandinavo tem a quinta pior taxa de mortalidade devido à covid-19 do mundo, cinco a doze vezes mais elevada do que a dos seus vizinhos nórdicos (Noruega, Finlândia, Dinamarca).