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Eurogrupo escolhe líder entre socialista, liberal e conservador

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Eurogrupo escolhe líder entre socialista, liberal e conservador
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A ministra das Finanças de Espanha, Nadia Calviño, e os seus colegas da Irlanda, Paschal Donohoe, e do Luxemburgo, Pierre Gramegna, são os três candidatos a presidente do Eurogrupo, depois do português Mário Centeno ter termindo um mandato à frente do grupo informal de 19 países com a moeda única.

O voto de quinta-feira é secreto e espera-se que o terceiro menos votado abandone a corrida, sendo que foram travados os habituais jogos de poder entre famílias politicas.

Os próximos 2,5 anos poderão ser muito desafiantes face à crise económica.

"O que o próximo presidente do Eurogrupo deverá ter de enfrentar, possivelmente, são problemas na zona euro, em particular no âmbito do sistema bancário. Se houver uma crise bancária sistémica no próximo ano, o Eurogrupo teria de ter um papel muito importante para resolver essa crise e fazê-lo sem ter de recorrer ao dinheiro dos contribuintes", disse Guttram Wolf, analista económico no Instituto Bruegel.

O primeiro grande teste será manobrar as diferentes posições sobre como usar o novo fundo de recuperação, sendo que o candidato irlandês disse à euronews ser necessário grande controlo.

"No que se refere ao fundo de recuperação penso, efetivamente, que é apropriado que sejam aplicadas condições ao nível de critérios económicos para poder receber o dinheiro. Digo isso porque se, face à escala desta crise económica, não intervirmos no final deste ano e no início do próximo, ela poderá tornar-se ainda mais profunda", disse Paschal Donohoe, ministro das Finanças da Irlanda.

O Eurogrupo vai escolher entre uma socialista (Calviño), um liberal (Gramegna) e um conservador (Donohoe) para ter mão firme nas medidas de apoio à economia sem cair na austeridade.