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Covid-19: Acordo para combater a crise a caminho do Parlamento Europeu

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Covid-19: Acordo para combater a crise a caminho do Parlamento Europeu
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Alcançando após dias de intensas negociações em Bruxelas, o histórico acordo sobre o plano de relançamento económico da Europa face à crise de Covid-19 terá agora de ser ratificado no Parlamento Europeu.

Entre avanços e recuos, os cinco dias de Conselho Europeu traduziram-se num pacote total de mais de 1,8 biliões de euros para investir na recuperação da União Europeia (UE). Um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros (390 mil milhões a fundo perdido) e o novo quadro financeiro plurianual (2021-2027) no valor de 1,074 biliões de euros.

"Mostrámos divisões, mas também percebemos que a Europa é mais forte do que estas divisões. No geral, o plano passa por dar resposta aos países mais afetados. Essa é a razão de ser deste plano. Será usado para fortalecer as nossas economias", sublinhou o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni.

De forma a satisfazer os chamados países frugais - Áustria, Dinamarca, Países Baixos e Finlândia - o acordo inclui cortes em setores fundamentais como a saúde, investigação e inovação, e nas verbas para ajudar os países mais pobres a tornar as economias mais ecológicas.

O presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, já fez saber que é possível que se solicite que algum dinheiro seja canalizado de volta para esses projetos.

O acordo não significa que pela primeira vez na história os países da União Europeia pagarão dívidas lado a lado com a Comissão Europeia, usando o rating triplo para obter as melhores taxas possíveis.

"Até há algumas semanas atrás isto era impensável. Agora temos um pacote em que a União Europeia empresta conjuntamente nos mercados financeiros uma elevada quantia de dinheiro e usa esse dinheiro para transferências transfronteiriças, o que era impensável há apenas algumas semanas. Os líderes concordaram rapidamente. Há quatro meses, a pandemia estava apenas a começar. Agora temos um grande acordo em cima da mesa", referiu, em entrevista à Euronews, Marta Pilati, analista política no European Policy Centre.

Na sessão extraordinária do Parlamento Europeu, prevista para quinta-feira, as exigências do plenário deverão tornar-se mais claras.