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Descarga ilegal de produtos químicos na Hungria

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De  Joao Duarte Ferreira
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Desastre químico na Hungria
Desastre químico na Hungria   -   Direitos de autor  AFP / euronews
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A violenta explosão no porto de Beirute levantou dúvidas sobre a segurança do armazenamento de substâncias perigosas noutros locais.

No porto de Constanta, na Roménia, encontram-se 26 mil toneladas de nitrato de amónio - a substância que esteve na origem do rebentamento no Líbano.

O primeiro-ministro romeno, Ludovic Orban, apressou-se no entanto a garantir que os regulamentos de segurança são seguidos escrupulosamente.

Mas mesmo depois de encerrada uma fábrica, o legado químico que ela deixa pode ser considerável.

A fábrica de produtos químicos de Budapeste é um bom exemplo. As concentrações de substâncias tóxicas no solo ultrapassam em muito os limites legais.

"Era aqui que se guardavam as reservas de cloro de Budapeste, a pouca distância de outros produtos altamente inflamáveis. Um incêndio poderia ter morto milhares de pessoas", afirma o perito de produtos químicos da Greenpeace Hungria, Gergely Simon.

Apesar da fábrica ter sido há muito demolida, as consequências estão para ficar.

O repórter da euronews, Zoltán Siposhegyi, denuncia uma situação potencialmente perigosa:

"Apesar de apenas restarem ruínas da fábrica de Químicos de Budapeste, o solo está cheio de produtos perigosos. Próximo de destinos turísticos como Hortobágy a situação ainda é pior.
Há enormes pilhas de barris com químicos. Sem controlo e sem regulação".

O alerta ocorre na semana em que se assinalam 10 anos sobre o pior desastre químico na Hungria. Um enorme reservatório contendo lamas químicas rebentou e a torrente causou enormes estragos materiais e humanos.