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Protestos contra Lukashenko entram na quarta semana

Alexander Lukashenko em reunião com o presidente do Supremo Tribunal da Bielorrússia
Alexander Lukashenko em reunião com o presidente do Supremo Tribunal da Bielorrússia Direitos de autor Nikolai Petrov/BelTA
Direitos de autor Nikolai Petrov/BelTA
De  Rodrigo Barbosa com EFE / AP
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Presidente bielorrusso rejeitou proposta da oposição para regressar à Constituição de 1994, que dava poderes alargados ao Parlamento

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As manifestações pacíficas contra o regime do presidente Alexander Lukashenko entram na quarta semana, sem fim à vista para a crise na Bielorrússia.

O chefe de Estado, que dirige o país com mão-de-ferro há 26 anos, admitiu o caráter "de certa forma autoritário" do sistema político do país, num encontro com o presidente do Supremo Tribunal, Valentin Sukalo.

Criticado ao largo dos anos e em particular pelo Ocidente pelo autoritarismo e culto da personalidade, Lukashenko afirmou que "é preciso conseguir que o sistema não esteje ligado a nenhuma personalidade", ele próprio incluído.

Mas recusou a proposta da oposição, que voltou a mobilizar-se em massa nas ruas de Minsk, para um regresso à Constituição de 1994, que concedia poderes alargados ao Parlamento.

Lukashenko promete mudanças constitucionais, mas para a líder da oposição Maria Kolesnikova, as declarações do presidente são apenas mais uma tentativa para manipular a opinião pública.

Os opositores têm multiplicado esforços no exterior para reunir apoios às reivindicações de mudança de regime no país.

Esta segunda-feira, o presidente da Lituânia anunciou sanções contra o homólogo bielorruso e outros altos cargos no país, num esforço concertado com as vizinhas Letónia e Estónia.

O Kremlin, por seu lado, anunciou que Lukashenko irá dentro de duas semanas a Moscovo para uma reunião com o presidente russo, principal aliado da Bielorrússia face ao Ocidente.

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