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Rússia anuncia apoio a Lukashenko

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Rússia anuncia apoio a Lukashenko
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A Rússia anunciou esta quarta-feira apoio ao presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que há semanas enfrenta protestos da oposição.

Moscovo redobrou os contactos oficiais comprometendo-se a defender a aliança com o antigo vizinho soviético.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, comentou a crise durante um encontro esta quarta-feira com o seu homólogo bielorrusso em Moscovo.

Moscovo reconhece como legítimas as eleições presidenciais nas quais Lukashenko reclamou a vitória para um sexto mandato.

A líder da oposição, Svetlana Tikhanovskaya, contestou os resultados e declarou-se averdadeira vencedora.

"Nós responderíamos com firmeza a quaisquer tentativas daqueles para mudar a situação, aqueles que tentam extraír a Bielorrússia da Rússia ameaçando Minsk há muitos anos, e colocando em causa a base do estado unitário", afirmou o chefe da diplomacia russa, Sergey Lavrov.

"Quero agradecer à Rússia a posição firme, equilibrada e consistente a favor do apoio da soberania e indeopendência da Bielorrússia. Pelas medidas destinadas a rejeitar a influência externa no nosso país", declarou Vladimir Makei, o ministro dos negócios estrangeiros da Bielorrússia.

Entretanto, a oposição bielorrússa manteve os protestos e a greve de jornalistas esta quarta-feira e começa a adquirir a forma de organização política. Depois do chamado Conselho de Coordenação, algumas figuras da oposição juntaram-se ao novo partido "Juntos", mas tal como uma das líderes afirmou à euronews, todos têm os mesmos objetivos:

"Primeiro queremos liberdade para cada pessoa na Bielorrússia assim como presos políticos. Segundo, temos que investigar todos os factos de violência no país nas últimas três semanas. Terceiro, queremos novas eleições", sublinhou Maria Kolesnikova, uma das líderes da oposição na Bielorrússia.

No fim de semana passado, mais de 100 mil pessoas participaram numa manifestação na capital, Minsk.

Esta terça-feira a polícia envolveu-se em confrontos com estudantes detendo 128 pessoas, segundo o ministério do interior.

Na terça-feira, o presidente Lukashenko agradeceu ainda à rede estatal de televisão russa RT pelo apoio recebido depois de terem enviado funcionários para Minsk para substituirem funcionários bielorrussos que se haviam demitido em protesto.