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França lança programa de recuperação económica

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França lança programa de recuperação económica
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O Governo francês apresentou um plano para salvar a economia após a pandemia causada pelo novo coronavírus, que levou à maior recessão económica desde a Segunda Guerra Mundial.

O plano "France relance" - o relançamento de França, em tradução literal - disponibiliza 100 mil milhões de euros para serem utilizados em dois anos.

O projeto inclui medidas fiscais como, por exemplo, a redução dos impostos sobre a produção, subsídios estatais e o combate ao desemprego, especialmente entre os jovens.

O Governo gaulês pretende criar 160.000 postos de trabalho até 2021.

As previsões de crescimento para 2020 não são boas: espera-se agora uma recessão de 11%. 30 mil milhões de euros são destinados a políticas mais ecológicas e outros 35 mil milhões de euros serão utilizados em políticas de coesão social.

Na Alemanha, o plano de estímulos da chanceler Angela Merkel, apresentado em junho, parece estar a surtir efeitos.

O programa de apoio às empresas ascende aos 130 mil milhões de euros. A maior parte desta verba servirá para estimular o consumo, através de uma redução do IVA e de um "cheque de estímulo especial" enviado a todos os agregados familiares.

O plano germânico prevê também a modernização da indústria automóvel.

Por toda a Europa, os Governos estão a trabalhar para implementarem uma resposta musculada à crise. Para isso, contam com a ajuda da União Europeia.

Os líderes dos 27 países-membros acordaram, em julho, um plano de estímulo maciço no valor de 750 mil milhões de euros destinado a apoiar os esforços de cada país.

A verba será atribuída sob a forma de subsídios e empréstimos a taxas reduzidas. Bruxelas estabeleceu, no entanto uma condição: um terço da ajuda paga deve ser utilizada na transição ecológica.

O editor de política da euronews, Darren McCaffrey explica que "esse dinheiro terá de ser gasto em áreas particulares. A União Europeia está interessada em utilizar os fundos de recuperação não só para ajudar os países mais afetados pela COVID, como Itália ou Espanha - mas também para tentar tornar a economia europeia mais competitiva, prosseguir a agenda verde e assegurar que milhões de pessoas, que possam estar em risco de perder o emprego, recebam assistência financeira".