Relato emotivo dos sobreviventes do Charlie Hebdo

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Sobreviventes do ataque ao jornal Charlie Hebdo testemunham no tribunal. 14 pessoas estão a ser julgadas pelo alegado envolvimento no atentado

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O julgamento sobre o ataque à redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em janeiro de 2015, em Paris, chega a um dos momentos mais emotivos: os testemunhos dos sobreviventes.

Um dos relatos mais fortes foi o da caricaturista Corinne Rey, mais conhecida por Coco.

Foi ela que, sob a ameaça de uma metralhadora AK-47, digitou o código na porta de entrada do prédio, permitindo que os irmãos Chérif e Said Kouachi entrassem na redação do Charlie Hebdo, no dia sete de janeiro de 2015, e perpetrassem o massacre.

Agora com 38 anos, Coco recordou que ficou petrificada ao ouvir os tiros e que se sentiu impotente...

Na sala de audiências do tribunal de Paris, o silêncio reinou. Presentes estavam alguns dos 14 arguidos que estão a ser julgados por apoiar logisticamente os irmãos Kouachi, que morreram após terem cometido o crime.

Esta quarta-feira, testemunham alguns dos feridos como, por exemplo, o diretor do jornal Charlie Hebdo, Laurent Sourisseau, mais conhecido por Riss, o webmaster Simon Fieschi e o jornalista Fabrice Nicolino.

O ataque ao Charlie Hebdo, no dia sete de janeiro de 2015, fez onze vítimas mortais, mais um polícia que foi assassinado na rua, pouco depois, e onze feridos. Os dois atacantes foram abatidos pelas autoridades momentos depois. No dia seguinte um amigo de Cherif Kouachi matou um polícia municipal e no dia nove de janeiro, quatro homens judeus foram assassinados num supermercado no leste da capital francesa.

O ataque ocorreu após a publicação, pelo Charlie Hebdo, de uma caricatura do profeta Maomé e foi considerado como um ataque à liberdade de imprensa levando à proliferação pelo mundo da expressão "je suis Charlie".

O julgamento dos 14 réus implicados no crime tem fim previsto para o início de novembro.

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