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Nome de Isabel dos Santos em relatório sobre atividades suspeitas

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Isabel dos Santos e o marido foram alvo de relatórios sobre atividades suspeitas
Isabel dos Santos e o marido foram alvo de relatórios sobre atividades suspeitas   -   Direitos de autor  AP Photo/Paulo Duarte/ Arquivo
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As operações da empresária angolana Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, foram analisadas em dois relatórios sobre atividades suspeitas, em 2013 nos EUA. Na mira estiveram transações ligadas à empresa de telecomunicações Unitel e ao negócio de diamantes em que Dkolo foi sócio do Estado angolano. Este último é mencionado num relatório do banco JP Morgan.

De acordo com o relatório, a transferência de quatro milhões de dólares em março de 2012 para uma conta da empresa holandesa Melbourne Investments BV chamou à atenção e passou por uma conta correspondente do JP Morgan. A instituição alega ter sido "incapaz de identificar qualquer outra transferência relacionada com a Melbourne Investments BV e qualquer perfil público sobre ela", refere o documento, onde se pode ler que tal facto "reforçou a possibilidade de se tratar de uma empresa de fachada sem nenhum propósito comercial."

As informações são avançadas pelo jornal Expresso. Têm como pano de fundo arquivos desenterrados, divulgados pelo portal Buzzfeed e BBC e partilhados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação.

Já o caso da Unitel consta de um relatório enviado pelo banco Standard Chatered para a FinCEN, a agência do Departamento do Tesouro dos EUA encarregada de combater a lavagem de dinheiro.

O documento, que não menciona diretamente o nome da filha do antigo presidente de Angola, evoca a empresa em que foi presidente e da qual é acionista.

De acordo com uma reportagem do jornal Expresso em causa estaria "uma transferência de 18,7 milhões de dólares”, datada de 2006. Tinha, alegadamente, origem na Unitel destinando-se ao BPI em Lisboa, numa conta em nome da empresa Vidatel Limited, tendo passado por outra conta em Nova Iorque.

Dos "FinCEN Files" constam mais de 2000 mil documentos com informação sobre transações duvidosas, entre 1999 e 2017, elaborados por bancos e outras instituições financeiras e enviados à Financial Crimes Enforcement Network.

Os relatórios sobre Isabel dos Santos e Dokolo não são caso único. Pelo banco JP Morgan circulou dinheiro saqueado de fundos públicos da Malásia, Venezuela e Ucrânia, além de mais de 50 milhões de dólares em pagamentos efetuados durante uma década para Paul Manafort, o ex-gestor de campanha do presidente Donald Trump.