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CGTP exige aumento do salário mínimo em Portugal

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Manifestação da CGTP
Manifestação da CGTP   -   Direitos de autor  ANTÓNIO PEDRO SANTOS/ 2020 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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A poucos dias de celebrar meio século de existência, a CGTP voltou às ruas de Lisboa, este sábado, para reivindicar melhores condições laborais em Portugal.

Com os olhos já em 2021, a central sindical exige um aumento de 90 euros no salário mínimo nacional e diz estar aberta a negociações para, "a curto prazo" o país chegar à meta dos 850 euros mínimos mensais.

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, recusou ainda que o aumento do salário mínimo em 2021 possa ser inferior ao que aconteceu este ano, de 35 euros.

“O primeiro-ministro e o Governo já foram dizendo que querem atingir o valor de 750 euros no fim da legislatura, o que para nós é muito insuficiente, e que em 2021 poderá não haver condições para um aumento igual ao que houve em 2020. A CGTP considera que isto é muito insuficiente. Se são 90 euros ou se são menos, nós estamos disponíveis para negociar, como estamos disponíveis para negociar com as associações patronais, com as empresas, os aumentos salariais dos trabalhadores dos vários setores”, afirmou a líder sindical.

No seu discurso, Isabel Camarinha, não esqueceu também as críticas aos patrões que aproveitaram a pandemia para cortar ou limitar direitos dos trabalhadores.

"O que é criminoso é trabalhadores a passar fome, devido aos cortes de salário, o desemprego e a pobreza que já se instalou neste país. O aumento dos salários é uma forma de desenvolver o país e de desenvolver as empresas", concluiu a secretária-geral da CGTP aos jornalistas.

Em Portugal, o salário mínimo está fixado, desde o início de 2020, nos 635 euros. O governo de António Costa diz manter como objetivo fazer o montante chegar aos 750 euros, até ao final da legislatura, em 2023.