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Espanha entra em estado de emergência

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Pedro Sanchez, primeiro-ministro de Espanha
Pedro Sanchez, primeiro-ministro de Espanha   -   Direitos de autor  Pablo Blazquez Dominguez/AP
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O Governo de Espanha aprovou hoje o estado de emergência sanitária, que permitirá a instauração do recolher obrigatório em todo o país para travar o aumento de casos do novo coronavírus, anunciou o primeiro-ministro.

O estado de alerta - nome exato deste regime de exceção que corresponde a um estado de emergência sanitária – terá uma duração de seis meses e será acompanhado de um recolher obrigatório em todo o país com exceção das ilhas Canárias, indicou Pedro Sánchez.

O chefe do governo espanhol precisou que o recolher obrigatório decorrerá entre as 23:00 e as 06:00, podendo as regiões avançar ou atrasar uma hora em função das características locais.

“A situação pela qual passamos é extrema”, disse Sánchez num discurso transmitido pela televisão após um Conselho de Ministros extraordinário, quando a Espanha ultrapassou o milhão de casos do novo coronavírus esta semana.

Neste contexto, “o estado de alerta” constitui “a medida mais eficaz para infletir a curva dos contágios”, adiantou.

Confirmou que o estado de emergência terá inicialmente uma duração de 15 dias, como prevê a Constituição, e que ele pedirá depois ao parlamento para “o prolongar até ao início de maio”, mencionando a data de 9 de maio, ou seja, por seis meses.

O arquipélago das Canárias, ao largo da costa noroeste de África, não terá recolher obrigatório devido à baixa incidência do vírus, explicou Sánchez.

O Conselho de Ministros extraordinário de hoje, que durou cerca de duas horas e meia, foi convocado depois de várias comunidades autónomas terem pedido ao governo que decretasse o estado de alerta para terem cobertura legal para as medidas de restrição que pretendiam impor.

Trata-se do segundo estado de emergência a nível nacional em Espanha, depois do proclamado em março para conter a primeira vaga da pandemia da covid-19 e que durou até junho.

Na sexta-feira, Sánchez classificou como grave a evolução da pandemia, tendo afirmado que o número real de infetados com o novo coronavírus em Espanha é de três milhões de pessoas, embora o registo oficial o coloque em um milhão.

A contagem oficial de infetados ultrapassou um milhão de casos na última quarta-feira, mas, segundo Sánchez, estudos de seroprevalência desenvolvidos por instituições públicas com especialistas científicos indicam que "o número real de pessoas que foram infetadas supera os três milhões".

Pedro Sánchez não atualizou a informação sobre o número de mortes que, segundo dados de quinta-feira, ascendem a 34.521 mortes desde o início da pandemia.

A pandemia de covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado em dezembro de 2019 na China, já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 42,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito da agência France Presse.