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Em regime parcial ou total, países europeus voltam ao confinamento

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Em regime parcial ou total, países europeus voltam ao confinamento
Direitos de autor  AFP
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O fim de semana representou uma derradeira oportunidade para tomar um café ou beber uma cerveja porque a partir desta segunda-feira a Alemanha junta-se à lista de países europeus que voltaram a recorrer ao confinamento, ainda que parcial, para deter o avanço da pandemia de Covid-19.

Durante quatro semanas as restrições ditam o encerramento de bares e pubs. Restaurantes abertos só para take away.

"Gostamos de estar na rua e de tomar um café, mas também entendemos que um mês é razoável. É a coisa certa a fazer", sublinha Luisa, uma jovem de 22 anos.

Marius acrescenta: "Compreendo as medidas, mas ao mesmo tempo também consigo entender as críticas porque se analisarmos, por exemplo, a indústria dos eventos, dos cinemas, de lazer, em que não foram detetadas infeções, em alguns casos, podemos questionar os motivos para encerrarem. É um pouco aborrecido também para os restaurantes."

A chanceler alemã Angela Merkel justifica a decisão para evitar um estado de emergência nacional agudo.

A Bélgica tornou-se num dos países da União Europeia mais afetados pela pandemia e estabelecimentos comerciais não essenciais ou que requerem contacto de proximidade também voltam a fechar portas.

O número de pessoas que deram entrada nos hospitais na semana passada foi 77% mais elevado do que na semana anterior.

França já começou o segundo confinamento nacional e o mal-estar instalou-se por causa das novas restrições.

O primeiro-ministro obrigou os supermercados a não disponibilizar produtos não essenciais em nome da equidade, na sequência de críticas de comerciantes mais pequenos.

"É uma questão de justiça e percebo isso. Compreendo que pareça chocante que possamos considerar que não poderemos vender um ou outro produto, flores, livros, numa loja local e que o possamos fazer em uma grande superfície", referiu Jean Castex, em entrevista à TF1.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também anunciou um novo confinamento em Inglaterra que deverá manter-se até 2 de dezembro, pelo menos. A extensão dependerá dos resultados.

Lojas de serviços não essenciais fecham portas. Restaurantes e bares só funcionam com entregas em take away.