Última hora
This content is not available in your region

Do aplauso ao esquecimento: Médicos e enfermeiros sem palmas e sem meios

euronews_icons_loading
Do aplauso ao esquecimento: Médicos e enfermeiros sem palmas e sem meios
Direitos de autor  all rights reserved
Tamanho do texto Aa Aa

Há alguns meses, as pessoas saíam às varandas num aplauso. Um aplauso aos médicos e enfermeiros que eram considerados heróis em Itália e em vários outros países. Poucos meses depois, as pessoas parecem ter-se esquecido deles. O hábito da Covid-19 assumiu o controlo e a equipas médicas ficaram sozinhas com os seus problemas, como Elisabetta Teti, médica especialista em doenças infecciosas.

Está sozinha nos longos turnos e tem a impressão que a população está a baixar a guarda. Os médicos sentem que estão a chegar a um ponto de saturação.

É tudo muito difícil para nós. O inverno é longo, por isso, pensamos e revivemos março, abril... mas depois transforma-se em setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março... percebemos que precisamos de ajuda.
Dr. Elisabetta Teti
Médica

A Covid-19 também tem implicações terríveis na vida privada dos médicos.

Então, em março e abril eu entrava na minha casa, tirava a roupa na porta depois deixava a roupa e os sapatos à porta e ia tomar banho. Usava máscara o tempo todo em casa. Comíamos à distância e dormíamos separados, ele estava no sofá e eu no quarto. E nem nos beijávamos.
Dr. Elisabetta Teti
Médica

Enquanto isso, a meio de uma segunda vaga e dos rumores de uma terceira. As equipas médicas apenas pedem para trabalhar com dignidade, com menos retórica e mais meios.