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Chernobyl quer ser património da Unesco

Chernobyl quer ser património da Unesco
Direitos de autor Кадр из репортажа AFP
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De  Nara Madeira com AFP
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Série documental aumenta turismo e ser Património Mundial pode evitar desastres nucleares dizem autoridades de Chernobyl, pedidndo reconhecimento pela UNESCO.

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Foi uma tragédia que trouxe Chernobyl para as manchetes, há mais de 30 anos, mas foi uma série documental, lançada no ano passado, que deu um novo impulso a esta zona de exclusão, quase do tamanho de Luxemburgo, e que hoje atrai muito turistas e que quer ser Património Mundial da Unesco.

Um número recorde de turistas, mais de 100 mil, visitou a área no ano passado. Ser escolhido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura para fazer parte da herança material da Humanidade poderia ajudar a que este lugar se transformasse numa lembrança que ajude a evitar que se repitam desastres nucleares, dizem as autoridades locais.

Foi a 25 e 26 de abril de 1986 que, durante uma simulação de segurança, o reator nuclear n.º 4 da central de Chernobil explodiu. De acordo com as Nações Unidas, a contaminação provocou, pela Europa, entre 9 000 a 16 000 mortos.

As autoridades ucranianas dizem que pode não ser um local seguro para se viver durante mais 24 mil anos, mas a verdade é que a zona de exclusão se tornou num paraíso para a vida selvagem, com alces e veados vagueando pelas florestas, ainda que se desconheça se há repercussões do acidentes nestes animais.

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