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Brexit sem acordo preocupa empresários britânicos

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De  euronews
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Brexit sem acordo preocupa empresários britânicos
Direitos de autor  Alberto Pezzali/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved

Os negociadores do "Brexit" fazem os últimos esforços para se chegar a um acordo comercial entre a União Europeia e o Reino Unido.

Londres afirmou, na segunda-feira, que as negociações com Bruxelas poderiam continuar ainda por algum tempo e indicou que não tencionava colocar-lhes um fim enquanto for possível fazer progressos.

O negociador-chefe da União Europeia, Michel Barnier, disse que acredita que é, ainda, possível chegar-se a um acordo comercial pós-Brexit.

Esta incerteza preocupa os empresários, pois "estamos a duas semanas da saída, e ainda não se sabe quais são as regras e por isso", afirma o chefe de operações da Food and Drink Federation, Tim Rycroft, "ainda não podemos ajustar-nos completamente. 31 de dezembro é a pior altura do ano para fazer qualquer mudança, porque já é uma época muito agitada para nós por causa do Natal e os armazéns já estão cheios por causa da procura adicional prevista para a época. Portanto, a cadeia de abastecimento está sob a pressão. Este ano estamos sob pressão, também, devido às restrições da Covid-19 sobre a forma como as pessoas trabalham, que tende a tornar as coisas um pouco mais lentas e exige que as coisas demorem um pouco mais. Assim, esta é uma tripla pressão que se acumula na cadeia de abastecimento, uma vez que nos dirigimos para o que parece ser um Brexit sem acordo".

A Food and Drink Federation prevê que as tarifas médias sobre as importações de alimentos do Reino Unido seja cerca de 23%, e cerca de 18% sobre as exportações de alimentos, caso não haja acordo comercial.

A jornalista da euronews, Victoria Smith, conclui que "tal como as conversações continuam, também as preocupações sobre a eventualidade de um Brexit sem acordo". Os supermercados, por exemplo, estarão entre as empresas no Reino Unido que se perguntam se novas tarifas resultarão em preços mais elevados nas prateleiras com custos que acabarão por ser suportados pelos consumidores. Sabemos que as grandes empresas retalhistas como a Tesco já alertaram para aumentos de preços até 5% no novo ano, até no final de fevereiro. Há, por isso, uma grande preocupação de que isto seja o resultado final do que acontecerá se houver um Brexit sem acordo".