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Cultura luta contra a Covid-19

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Cultura luta contra a Covid-19
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As instituições culturais estão a ser obrigadas a reinventarem-se para sobreviver em tempo de pandemia de Covid-19.

Em Espanha, desde junho que, todas as noites, cerca de uma centena de pessoas têm a possibilidade de assistir a Don Giovanni na Ópera de Madrid. O investimento de um milhão de euros ajuda a tranquilizar o público. Máscaras, cadeira vazias entre os espectadores dão segurança a quem assiste ao espetáculo. Entre os músicos da orquestra é também mantido o referido distanciamento. Situação idêntica entre o palco e o público.

Músicos e intérpretes estão obrigados a seguir regras de segurança sanitária precisas e estritas e devem limitar o contacto físico, tanto quanto possível. O barítono Christopher Maltman explica que fazem testes, "regularmente", e que se espera que sejam "muito responsáveis, limitando os contactos sociais, ou seja, não sair e tentar fazer tudo o que é possível para estarmos seguros".

Um contraste com Paris, a capital francesa, onde todos os teatros, óperas, salas de concertos e cinemas estão encerrados.

O setor das artes sente-se, injustamente, abandonado pelas autoridades do país. Jean-Michel Ribes, diretor do Théâtre du Rond-Point, desabafa: "não somos ouvidos, somos como um pote de barro contra uma panela de ferro. Não somos ouvidos. Dizem que estão avaliar a situação relativa à nossa profissão, mas ninguém vem ter connosco".

Um pouco por toda a Europa, Portugal incluído, os equipamentos culturais permanecem ou voltaram a encerrar devido às restrições impostas pelos governos para evitar a propagação do novo vírus. Uma parte não voltará a abrir portas.