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Navalny detido à chegada a Moscovo

De  Galina Polonskaya & Euronews
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Navalny detido à chegada a Moscovo
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O avião que transporta Alexei Navalny aterrou em Moscovo, no aroporto de Sheremetyevo, o principal da capital russa, e não em Vnukovo, onde apoiantes e a polícia de choque o esperavam.

A alteração não impediu a detenção do principal opositor a Vladormir Putin, já em território russo, durante o controlo de passaportes, executando o mandato de captura emitido pelo Serviço Prisional Federal Russo.

Navalny chegou acompanhado da mulher, Yulia, da porta-voz, Kira Yarmish, e de um grande número de jornalistas. Regressava da Alemanha, onde passou cinco meses a recuperar de um envenenamento por um agente nervoso - pelo qual culpa o Kremlin.

A porta-voz de Navalny divulgou nas redes sociais o momento em que o político foi detido.

O mandato de captura foi emitido na semana passada pelo serviço prisional russo, dizendo que Alexei Navalny tinha violado os termos da pena suspensa que recebeu numa condenação de 2014 por desvio de fundos. O serviço prisional pediu a um tribunal de Moscovo que transformasse a pena suspensa de 3 anos e meio numa pena real.

Às acusações, Navalny respondeu, este domingo, após ter embarcado em Berlim rumo a Moscovo: "É impossível; sou um homem inocente".

O regresso dá-se após um período de convalescença na Alemanha, para onde viajou inconsciente mas - diz Navalny - nunca teve intenção de ir.

Pouco antes de ser detido, aproveitou a presença da comunicação social para pedir desculpa aos restantes passageiros pelo desvio do voo e toda a confusão gerada.

Navalny afirmou também que estar em Moscovo não se trata de uma escolha, por ser ali que considera estar a luta.

À chegada, o ativista político criticou ainda a atuação das autoirdades. "Estas autoridades nem sequer são ladrões nojentos, mas pessoas absolutamente inúteis; puseram a segurança aérea desta enorme e magnífica cidade sob ameaça. E por causa de quem? Por causa de um homem sobre quem Putin disse 'quem é que precisa dele'?", afirmou.

De acordo com os os serviços prisionais russos, Navalny vai permanecer detido até decisão contrária do tribunal, mas nenhuma data foi para já estipulada.

Europa contesta detençao de Alexey Navalny

Vários dirigentes internacionais vieram pedir a libertação imediata do político russo.

Para o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, esta detenção "é inaceitável". O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrel, sublinha ainda que os direitos de Navalny têm de ser respeitados.

Durante um voo doméstico na Rússia, a 20 de agosto de 2020, Navalny sentiu-se mal e desmaiou. Dois dias depois, foi transportado em coma para a Alemanha, onde foi tratado durante os últimos cinco meses.

Laboratórios na Alemanha, França e Suécia, assim como a Organização para a Proibição de Armas Químicas demonstraram que esteve exposto a um agente neurotóxico, do tipo Novichok, da era soviética.