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Navalny detido à chegada à Moscovo

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De  Ricardo Figueira
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Navalny detido à chegada à Moscovo
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Alexei Navalny, visto como principal figura da oposição russa, estava em solo do país natal há apenas poucos minutos quando foi detido. Tinha acabado de passar pelo controlo de passaportes no aeroporto de Sheremetevo, em Moscovo, no regresso ao fim de uma estadia de seis meses na Alemanha, onde foi tratado de um envenenamento que quase o matou. Navalny não hesita em apontar o dedo a Vladimir Putin.

Mal foi detido, foi presente a um juiz de instrução, sem que pudesse ter sido acompanhado pela advogada. A esposa pede a todos que lutem por Navalny: "O mais importante é que ele diz que não tem medo. Eu também não tenho e peço a todos que não mostrem medo", disse Yulia Navalnaya.

Navalny defende-se frente ao juiz de instrução

A condenação do gesto das autoridades russas chega de vários quadrantes. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, diz que esta detenção é inaceitável e pede que Navalny seja imediatamente libertado.

Para Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, um líder político confiante não pode ter medo de vozes discordantes nem deve sentir necessidade de cometer violência ou deter opositores políticos.

Para o chefe da diplomacia russa, as potências ocidentais só querem criar uma distração: "Vemos como falam da notícia do regresso de Navalny à Federação Russa. Vemos a alegria nestes comentários, que parecem copiados uns dos outros. Os políticos ocidentais acreditam que podem assim distrair as pessoas da crise profunda em que está mergulhado o modelo liberal de desenvolvimento", disse Serguei Lavrov.

Não são conhecidos ainda os detalhes da acusação que pesa sobre Navalny. Lavrov sustenta que não há provas das alegações feitas pelo opositor e pelos apoiantes, segundo as quais o envenenamento por Novichok de que foi alvo foi perpetrado pelo governo de Vladimir Putin, com o propósito de o eliminar. Navalny apresentou, recentemente, o que diz serem provas da conspiração do Estado russo contra ele.