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Angola envia oxigénio para ajudar Moçambique na "guerra" à Covid-19

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De  Euronews com Agência Lusa
Tanque de oxigénio angolano ruma esta segunda-feira a Moçambique
Tanque de oxigénio angolano ruma esta segunda-feira a Moçambique   -   Direitos de autor  Presidência da República de Moçambique
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Uma conversa telefónica entre o presidente de Angola, João Lourenço, e o homólogo moçambicano, Filipe Nyusi, resultou hoje na decisão de Angola apoiar Moçambique com um tanque de oxigénio na luta contra a covid-19.

Compatriotas, Este domingo, tive uma interacção telefónica com o meu homólogo de Angola, João Lourenço, no quadro das...

Posted by Presidente Filipe Nyusi on Sunday, February 14, 2021

"Um tanque de oxigénio parte amanhã [segunda-feira] num cargueiro militar, com destino a Moçambique", lê-se num comunicado da Presidência da República moçambicana.

A ajudou resultou do mais recente dos contactos regulares entre ambos os chefes de Estado lusógonos.

Durante a conversa, Lourenço e Nyusi "trocaram informações sobre a evolução da covid-19 nos dois países, assim como na região, e o seu impacto nas respetivas economias".

Os governantes trocaram igualmente informações sobre a situação de segurança e Nyusi atualizou João Lourenço sobre "as ações de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado".

Os dois presidentes comprometeram-se "a manter consultas com regularidade e a fortificar a cooperação".

Moçambique registou mais casos, mortes e internamentos em janeiro do que em todo o ano de 2020.

Atualmente tem um total acumulado de 535 mortes e 50.265 casos, dos quais 63% recuperados, e 294 internados.

Já em Cabo Delgado, norte do país, a violência armada dura há três anos, naquela que é a província onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural.

A situação está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico desde 2019.