Última hora
This content is not available in your region

John Kerry debate cooperação EUA-UE sobre crise climática

euronews_icons_loading
John Kerry debate cooperação EUA-UE sobre crise climática
Direitos de autor  OLIVIER HOSLET/AFP
Tamanho do texto Aa Aa

O regresso ao Acordo de Paris, há duas semanas, prova que os EUA estão de novo empenhados na cooperação internacional para lutar contra as alterações climáticas. O país vê esse desafio como prioridade política e oportunidade económica.

Esta foi a mensagem que o Enviado dos EUA para o Clima, John Kerry, deixou na visita à Comissão Europeia, terça-feira, em Bruxelas, na qual realçou que a dimensão transatlântica destes esforços é crucial.

É um momento extraordinário do ponto de vista económico já que haverá novos produtos, novas tecnologias, seja para capturar dióxido de carbono, para aumentar a capacidade das baterias ou para criar combustível à base de hidrogénio.
John Kerry
Enviado dos EUA para o Clima

"Estamos perante uma crise, a crise climática, mas este é também o momento da maior oportunidade que temos, talvez desde a revolução industrial, para construir algo melhor, para renovar as sociedades e as economias", disse John Kerry, em conferência de imprensa.

"É um momento extraordinário do ponto de vista económico já que haverá novos produtos, novas tecnologias, seja para capturar dióxido de carbono, para aumentar a capacidade das baterias ou para criar combustível à base de hidrogénio. Vão ver a lista! Essas são as soluções para a crise que enfrentamos e não há melhores parceiros para isso do que os nossos amigos na União Europeia", acrescentou o Enviado dos EUA para o Clima.

Os dois blocos pretendem atingir, em 2050, a neutralidade de emissões poluentes, isto é, que a quantidade de gases seja tão baixa que não provoca aquecimento global.

É preciso convencer Índia, Brasil e China

Foram prometidos milhares de milhões de euros e dólares em investimentos, mas é preciso convencer outros grandes poluidores, defendeBas Eickhout, eurodeputado neerlandês dos verdes.

“As alterações climáticas são uma questão global e penso que outros grandes agentes geopolíticos vão ter, também, que avançar. Índia, Brasil e China são países cruciais neste aspeto. Se analisarmos o plano para os próximos cincos anos que a China divulgou, na semana passada, fica-se um pouco desiludido porque eles reconfirmaram as metas de longo prazo, para 2050, mas as medidas concretas que vão tomar no curto prazo são ainda algo incertas", disse Bas Eickhout, em entrevista à euronews.

EUA e UE vão articular a sua mensagem para a Conferência da ONU sobre o Clima, em novembro, em Glasgow (Escócia, no Reino Unido).

Espera-se que cerca de 200 países revejam em alta os cortes nas emissões poluentes. O objetivo é evitar que o globo aqueça mais do que 1,5 graus Celsius face aos níveis da era pré-industrial.